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Hoje é Quarta-feira, 15 de Abril de 2026.
Um homem foi condenado a 26 anos e 8 meses de prisão, em regime inicial fechado, pela morte do próprio cunhado durante uma tentativa de ataque contra a companheira, em Campo Largo, na Região Metropolitana de Curitiba. A sentença foi definida pelo Tribunal do Júri nesta terça-feira (14).
O condenado, identificado como Elinton Eduardo Rodrigues Estevão, foi responsabilizado pela morte de Emerson Texca Machado, que acabou sendo atingido ao tentar defender a irmã de um ataque a facadas.
De acordo com as informações do processo, o crime aconteceu no dia 8 de fevereiro de 2025, em um bar localizado no bairro Rivabem. Conforme a denúncia do Ministério Público, os dois casais estavam juntos no estabelecimento quando, já do lado de fora, o acusado teria iniciado uma discussão motivada por ciúmes da companheira.
Durante o desentendimento, Elinton sacou uma faca e avançou contra a mulher com a intenção de matá-la. Neste momento, Emerson entrou na frente da irmã para impedir a agressão e acabou sendo atingido por dois golpes.
A vítima não resistiu aos ferimentos e morreu ainda no local.
Após o crime, o autor tentou fugir. Segundo a polícia, ele chegou a dispensar a faca utilizada no ataque e pulou o muro de uma residência ao perceber a aproximação das viaturas da Polícia Militar, mas acabou sendo localizado e preso em flagrante nos fundos do imóvel.
Durante o julgamento, o Conselho de Sentença acolheu integralmente a tese apresentada pelo Ministério Público e reconheceu que o caso possui natureza de feminicídio, já que o alvo inicial seria a companheira do réu.
A morte do cunhado foi enquadrada como erro na execução, situação em que a vítima atingida não era o alvo pretendido pelo autor.
Os jurados também entenderam que houve recurso que dificultou a defesa da vítima, uma vez que Emerson foi surpreendido ao tentar proteger a irmã e não teve chance de reação.
A defesa do condenado informou que considera a pena desproporcional e já recorreu da decisão, sustentando que o caso deveria ser tratado como homicídio simples, e não feminicídio. Com informações: Banda B.
