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Hoje é Sexta-feira, 10 de Abril de 2026.
A recente legislação que reconhece o abandono afetivo como ato ilícito civil voltou ao centro do debate após o relato emocionante exibido pelo programa Fantástico, da TV Globo, nesta sexta-feira (10).
A nova norma, Lei nº 15.240/2025, alterou o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e passou a reconhecer que a ausência de cuidado emocional, convivência e presença dos pais também pode gerar indenização por danos morais.
Na reportagem, um homem que atualmente mora em Belo Horizonte relembrou que, aos 9 anos, recebeu o diagnóstico de uma doença genética rara nos ossos, a displasia fibrosa. A partir daquele momento, além do tratamento delicado, ele afirma ter enfrentado a ausência afetiva da própria mãe.
Segundo o relato, ao longo do tratamento, que incluiu 14 cirurgias e cerca de um ano e meio de internação, a presença materna foi limitada a visitas esporádicas. O homem contou que sentiu falta do carinho, da preocupação e do apoio emocional que esperava receber naquele momento difícil.
Especialistas ouvidos na reportagem explicaram que o abandono afetivo vai além da ausência física e está relacionado à falta de cuidado, atenção e envolvimento emocional, especialmente em fases de maior vulnerabilidade.
A nova legislação reforça que a responsabilidade dos pais não se limita ao sustento financeiro, incluindo também contato regular, apoio em momentos difíceis, orientação e convivência familiar.
Apesar das marcas deixadas pela infância, o homem afirmou que conseguiu reconstruir a própria história. Hoje, ele é pai de três filhas e faz questão de estar presente na vida delas. Com informações: G1
