|
Hoje é Domingo, 05 de Abril de 2026.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, intensificou neste domingo (5/4) sua retórica contra o Irã, declarando que poderá lançar uma nova onda de ataques à nação do Oriente Médio caso o Estreito de Ormuz não seja reaberto até terça-feira (7/4). Em postagens polêmicas na plataforma Truth Social, Trump ameaçou diretamente a infraestrutura civil e energética iraniana, afirmando que o país "viverá no inferno" se não cumprir suas exigências.
Nas publicações, Trump detalhou que ataques seriam direcionados a usinas de energia e pontes, estabelecendo horários específicos que coincidem com o início da quarta-feira no Irã. Ele reiterou que, caso não seja fechado um acordo para desbloquear a importante via marítima, poderá tomar medidas mais drásticas, incluindo a apreensão de petróleo iraniano.
Mapa mostra o Estreito de Ormuz e os países que o margeiam, com as rotas de navegação e fronteiras marítimas destacadas com linhas vermelhas contínuas e pontilhadas Foto: BBC News Brasil
O parlamento iraniano, por meio de Mohammad Bagher Ghalibaf, reagiu às ameaças classificando-as como "ações imprudentes que arrastam os Estados Unidos para um inferno na Terra" e alertou que crimes de guerra não trarão vantagens. Ghalibaf também acusou Trump de agir sob influência do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, e defendeu que a única solução é respeitar os direitos do povo iraniano.
Desde o início do conflito, em 28 de fevereiro, Trump já havia emitido diversos ultimatos ao Irã, sempre condicionando possíveis ataques à reabertura do Estreito de Ormuz, passagem que concentra cerca de 20% do comércio mundial de petróleo e fertilizantes. O bloqueio recente elevou os preços do barril e gerou preocupações sobre impactos inflacionários globais.
Organizações internacionais de direitos humanos, como a Anistia Internacional, criticaram a postura do presidente americano, apontando o risco de que civis iranianos sejam os primeiros a sofrer com a destruição de usinas, pontes e outras infraestruturas essenciais. Agnes Callamard, secretária-geral da entidade, alertou para o potencial de graves violações de direito internacional.
Analistas internacionais acompanham de perto a situação, destacando que a escalada de tensão na região pode impactar o abastecimento mundial de energia e alimentos, além de agravar o cenário de conflito entre Estados Unidos, Israel e Irã.
