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Hoje é Quarta-feira, 01 de Abril de 2026.
Presa suspeita de mandar matar os próprios pais em Anastácio, Maria de Fátima Luzni Fernandes, de 26 anos, já possuía antecedentes criminais por tráfico de drogas e furto qualificado em Mato Grosso do Sul. A jovem confessou participação no planejamento do duplo homicídio e segue à disposição da Justiça.
De acordo com o histórico policial, a primeira passagem ocorreu em setembro de 2020, quando Maria de Fátima foi presa em flagrante por tráfico de drogas durante fiscalização da Polícia Rodoviária Federal na BR-262, em Ribas do Rio Pardo.
Na ocasião, os policiais encontraram 52 gramas de cocaína e cerca de 6 quilos de maconha na bagagem de mão da suspeita, que viajava em um ônibus interestadual. Conforme o registro, a mulher apresentou nervosismo durante a abordagem, o que motivou a vistoria.
Ainda segundo as investigações da época, Maria afirmou que transportava a droga a mando de um homem identificado como “Gaspar”, apontado por ela como integrante do PCC e preso em Campo Grande. O destino da carga seria a cidade de Três Lagoas.
Além da passagem por tráfico, Maria de Fátima também foi condenada por furto qualificado após envolvimento em um crime ocorrido em 2021, em Aquidauana.
Segundo o processo, ela participou do furto a uma loja de eletrônicos, de onde foram levados celulares e outros aparelhos. Pelo crime, recebeu condenação de dois anos de prisão, inicialmente em regime aberto, posteriormente convertida em medidas alternativas.
O nome da suspeita voltou ao centro das investigações após a Polícia Civil apontá-la como mandante da morte da mãe, Maria Clair Luzni, de 46 anos, e do padrasto, Vilson Fernandes Cabral, de 50, encontrados mortos dentro de casa no último sábado (28), em Anastácio.
A apuração também liga o caso ao homicídio de David Vareiro Machado, apontado como um dos executores do crime e morto após cobrar o pagamento pelo serviço, além da morte de Wellington dos Santos Vieira, suspeito de participação no duplo homicídio, que morreu em confronto com a polícia.
O companheiro de Maria, Wendebrson Haly Matos da Silva, segue foragido e é procurado por suspeita de envolvimento na sequência de homicídios.
A motivação do crime ainda é investigada pela Polícia Civil. Com informações: Ivi Noticias.
