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Hoje é Quarta-feira, 15 de Abril de 2026.
A cantora Céline Dion anunciou que pretende retomar, de forma gradual, sua agenda de apresentações após anos afastada dos palcos devido a uma doença rara: a síndrome da pessoa rígida. O distúrbio neurológico autoimune pode causar rigidez muscular progressiva e espasmos intensos, comprometendo a mobilidade.
Diagnosticada em 2022, a condição afetou diretamente a capacidade da artista de se apresentar, já que atinge músculos essenciais para postura, movimento e controle corporal.
A síndrome da pessoa rígida é considerada uma doença rara do sistema nervoso. De origem autoimune, ocorre quando o sistema de defesa do organismo passa a atacar estruturas do próprio corpo. Entre os principais sintomas estão rigidez muscular persistente, espasmos involuntários e dificuldade de locomoção.
Os sinais costumam surgir inicialmente no tronco e podem se espalhar para braços e pernas. Em casos mais graves, a condição pode impedir atividades simples do dia a dia, como caminhar.
As causas da doença ainda não são totalmente conhecidas, mas estudos apontam relação com uma resposta autoimune inadequada no cérebro e na medula espinhal. Muitos pacientes apresentam níveis elevados de anticorpos que interferem na produção de neurotransmissores responsáveis pelo controle dos movimentos, mantendo os músculos em contração constante.
A síndrome também pode estar associada a outras doenças autoimunes, como diabetes tipo 1, vitiligo e alterações da tireoide, sendo mais comum em mulheres.
Outro desafio é o diagnóstico, já que os sintomas podem ser confundidos com outras condições, como Parkinson, esclerose múltipla, fibromialgia e até transtornos de ansiedade, o que pode atrasar a identificação correta.
Apesar de não ter cura, o tratamento pode ajudar a controlar os sintomas e melhorar a qualidade de vida. Entre as opções estão o uso de relaxantes musculares, imunoterapia, corticoides e terapias como a imunoglobulina intravenosa.
No caso de Céline Dion, os sintomas comprometeram movimentos e até o desempenho vocal, dificultando apresentações ao vivo. A volta aos palcos deve acontecer de forma gradual, conforme a evolução do tratamento. Com informações: g1
