| Hoje é Segunda-feira, 30 de Março de 2026.

Petróleo se aproxima de US$ 115 e caminha para maior alta mensal em décadas

Conflito no Oriente Médio pressiona mercados globais e eleva temor de inflação e desaceleração econômica.
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Preço do barril do petróleo disparou diante das tensões no Oriente Médio e do risco de bloqueio no Estreito de Ormuz (Foto: Divulgação) Por: Editorial | 30/03/2026 08:40

O petróleo registrou forte alta nesta segunda-feira (30) e passou a ser negociado próximo de US$ 115 por barril, caminhando para encerrar março com a maior valorização mensal desde 1990. O Brent, referência global, chegou a US$ 116,5 nas primeiras horas do dia e, por volta das 9h10, avançava 2,07%, cotado a US$ 114,90.

Já o WTI, referência nos Estados Unidos, subia 1,68%, sendo negociado a US$ 101,31. O movimento reflete a crescente preocupação dos investidores com possíveis impactos do conflito no Oriente Médio sobre o fornecimento global de energia.

Segundo analistas, o principal temor do mercado é um bloqueio prolongado do Estreito de Ormuz, rota estratégica por onde passa cerca de um quinto do petróleo e do gás natural liquefeito transportados no mundo. A possibilidade de interrupção do fluxo tem elevado a volatilidade nos mercados e pressionado os preços da energia.

 

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As bolsas asiáticas, mais dependentes do petróleo exportado pelos países do Golfo, registraram queda nesta segunda-feira. O índice Nikkei, da bolsa de Tóquio, encerrou o dia com recuo de 2,8%. Na Europa, os mercados recuperaram parte das perdas e operavam em alta moderada. Nos Estados Unidos, os contratos futuros apontavam leve avanço.

O aumento no preço do petróleo também pressiona diversas cadeias produtivas, como combustíveis, fertilizantes, plásticos, alumínio e transporte aéreo e marítimo. Especialistas alertam que a alta pode chegar aos preços de alimentos, medicamentos e outros produtos industrializados.

Economistas do JPMorgan avaliam que, caso o Estreito de Ormuz permaneça bloqueado por mais um mês, o barril pode se aproximar de US$ 150, ampliando os riscos de inflação global e desaceleração econômica.

A escalada nos preços também aumenta a expectativa de juros elevados por mais tempo em diversos países, especialmente nos Estados Unidos, onde investidores aguardam novos sinais do Federal Reserve sobre os próximos passos da política monetária. Com informações: g1




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