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Capital pode zerar IPVA de elétricos e impulsionar mobilidade sustentável em MS

Projeto prevê isenção total para veículos elétricos e descontos de até 90% para híbridos no Estado.
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Projeto prevê incentivos fiscais para ampliar uso de veículos elétricos e híbridos em Mato Grosso do Sul (Foto: Reprodução) Por: Editorial | 30/03/2026 08:19

Campo Grande e o estado de Mato Grosso do Sul podem avançar no ranking de cidades inteligentes com a criação de incentivos fiscais voltados à mobilidade sustentável. Um projeto de lei apresentado pelo deputado estadual Paulo Corrêa (PSDB) propõe isenção total do Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) para veículos 100% elétricos, além de reduções significativas para modelos híbridos.

De acordo com a proposta, os veículos híbridos plug-in, que podem ser recarregados na tomada, terão desconto de 90% no imposto, enquanto os híbridos convencionais e flex contarão com redução de 70%. A iniciativa busca estimular a adoção de tecnologias menos poluentes e ampliar a eficiência energética no transporte.

A medida acompanha uma tendência já observada em diversas cidades brasileiras e ao redor do mundo, onde a frota de veículos eletrificados cresce de forma acelerada. No Brasil, esse segmento registrou aumento superior a 60%, ultrapassando a marca de 600 mil unidades em circulação.

Atualmente, dados do Detran-MS indicam que Mato Grosso do Sul possui cerca de 1,5 mil veículos elétricos e mais de 6 mil híbridos, sendo a maior concentração registrada em Campo Grande. Para o autor do projeto, a redução tributária pode tornar esses modelos mais acessíveis, incentivando consumidores a optarem por alternativas sustentáveis.

Além dos benefícios ambientais, a proposta também prevê impactos positivos na economia. A expectativa é de aumento na arrecadação indireta, com crescimento nas vendas, geração de empregos e expansão do setor automotivo no Estado, especialmente com a instalação de novas concessionárias.

O projeto ainda está em fase de tramitação na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul e precisa passar por comissões internas e votações em plenário antes de ser encaminhado para sanção do governador.

A proposta também se alinha ao programa estadual que visa neutralizar as emissões de carbono até 2030, reforçando o compromisso com políticas públicas voltadas à sustentabilidade e à transição energética. Com informações: Conecte MS




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