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Dourados se prepara para fase crítica da chikungunya com pressão na rede de saúde

Autoridades preveem aumento de casos nas próximas semanas e adotam medidas emergenciais para ampliar atendimento.
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Profissionais acompanham ações de combate ao mosquito transmissor da chikungunya em bairros de Dourados (Foto: Clara Medeiros/Dourados News) Por: Editorial | 28/03/2026 07:27

O avanço dos casos de Chikungunya tem levado autoridades de Dourados a reforçarem a estrutura da rede pública de saúde diante da expectativa de um período mais crítico da doença. A previsão é de que o número de infectados continue crescendo por mais oito a dez semanas, aumentando a demanda por atendimentos nas unidades básicas e hospitais.

Atualmente, a taxa de ocupação de leitos hospitalares já ultrapassa 89%, cenário que preocupa gestores da saúde. A cidade, considerada polo regional, também atende pacientes de municípios vizinhos, o que amplia a pressão sobre o sistema. Diante disso, a Secretaria Municipal de Saúde mantém diálogo com o Governo do Estado para ampliar a oferta de leitos, incluindo a possibilidade de contratação na rede privada conveniada.

Dados recentes apontam 899 casos confirmados da doença e outros 794 em investigação no município. Na Reserva Indígena local, que abrange moradores de Dourados, Itaporã e Douradina, já são 674 confirmações e mais de 500 casos suspeitos. Ao todo, dezenas de pacientes seguem internados em unidades como o Hospital Universitário da Universidade Federal da Grande Dourados e o Hospital Regional.

Especialistas alertam que a maioria dos pacientes ainda se encontra na fase aguda da doença, que pode evoluir para estágios mais prolongados. A fase pós-aguda, por exemplo, pode causar dores articulares persistentes por meses, enquanto a fase crônica pode se estender por até dois anos, exigindo acompanhamento contínuo.

Para enfrentar o cenário, uma força-tarefa envolvendo município, Estado e União tem intensificado ações de combate ao mosquito transmissor, o Aedes aegypti, além de reorganizar o fluxo de atendimento nas unidades de saúde. Estratégias incluem instalação de armadilhas contra o vetor, capacitação de profissionais e possível contratação emergencial de equipes médicas e de apoio.

Mais de 250 profissionais já participaram de treinamentos recentes para aprimorar o manejo clínico da doença, considerada relativamente nova em termos de enfrentamento em larga escala. A integração entre vigilância epidemiológica e atenção básica é vista como essencial para conter o avanço dos casos e reduzir os impactos no sistema de saúde. Com informações: Dourados News




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