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Hoje é Sexta-feira, 27 de Março de 2026.
A safra 2025/2026 de cana-de-açúcar em Mato Grosso do Sul alcançou a marca de 52 milhões de toneladas moídas e pode resultar na maior produção de etanol da história do Estado, com estimativa de até 5 bilhões de litros.
O desempenho consolida o protagonismo sul-mato-grossense no cenário nacional, com participação de 13,5% na produção brasileira de etanol. O destaque fica para o etanol de milho, que já representa 44% do total produzido, posicionando o Estado como o quarto maior produtor do País e o segundo maior na produção desse tipo específico de combustível.
Os dados foram apresentados durante a Expocanas, realizada em Maracaju, evento voltado à inovação e tecnologia na cultura da cana-de-açúcar.
Além do avanço na produção de biocombustível, o Estado também se destaca na geração de energia limpa, ocupando a quarta posição como maior exportador de bioeletricidade do Brasil. O setor sucroenergético ainda tem forte impacto econômico, sendo responsável por mais de 34 mil empregos diretos.
Mesmo com desafios climáticos ao longo do ciclo, como irregularidade das chuvas e episódios de geada, a produção conseguiu se recuperar ao longo do segundo semestre, com avanço significativo da colheita e da operação das usinas.
Outro indicador relevante é o crescimento das exportações. O açúcar bruto respondeu por mais de 95% das exportações estaduais em 2025, enquanto os produtos do setor sucroenergético somaram cerca de US$ 664,5 milhões.
Durante o evento, também foi implantada a primeira planta de biometano da Atvos no Estado. Com investimento de R$ 350 milhões, a unidade terá capacidade de produzir aproximadamente 28 milhões de metros cúbicos de biometano por safra, combustível que será utilizado para substituir o diesel na frota da empresa.
A iniciativa integra estratégias de descarbonização e reforça o papel de Mato Grosso do Sul como referência na transição energética, com metas voltadas à neutralidade de carbono até 2030. Atualmente, a empresa mantém polos produtivos em diferentes regiões do Estado, contribuindo para o desenvolvimento econômico e a expansão da matriz energética sustentável. Com informações: caarapó News
