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Hoje é Sexta-feira, 27 de Março de 2026.
Uma criança de 3 anos e 11 meses enfrentou horas de espera por atendimento médico nesta quinta-feira (26) na UPA Moreninhas, em Campo Grande, mesmo apresentando sintomas graves de crise respiratória. A situação gerou desespero na mãe, que buscou ajuda após o agravamento do quadro clínico da filha.
De acordo com o relato de Asthanny Morgan Cardozo Aguirre, a criança apresentou uma forte crise de tosse ainda na escola, que acionou a responsável por volta das 13h30. Ao chegar ao local, a mãe encontrou a filha em estado mais crítico, com dificuldades respiratórias e episódio de desmaio, o que motivou a ida imediata à unidade de saúde.
Na UPA, a menina passou pelo processo de triagem, mas, mesmo com os sintomas relatados, foi classificada com risco verde, considerado de menor urgência. Até o fechamento da reportagem, a criança ainda não havia recebido atendimento médico, segundo a mãe.
Asthanny afirmou que buscou esclarecimentos junto ao serviço social da unidade, mas foi orientada a retornar à triagem. Segundo ela, o enfermeiro informou que a classificação de risco é definida por sistema informatizado, com base nos sintomas descritos, e que não pode ser alterada manualmente. Ainda conforme o relato, o profissional justificou que a classificação considerou o fato de a criança não ter chegado desacordada à unidade.
A criança possui histórico de crises respiratórias e faz uso contínuo de salbutamol, medicamento indicado para alívio imediato em casos de asma e bronquite. Recentemente, no dia 15 de março, ela chegou a ser internada na mesma unidade, quando recebeu tratamento com adrenalina.
A mãe também relatou dificuldades no acesso ao medicamento, obtido por meio do programa Farmácia Popular, o que pode comprometer o controle das crises. Imagens encaminhadas à reportagem indicam um cenário de superlotação na unidade.
Segundo informações repassadas por uma assistente social, três médicos clínicos estariam escalados para atendimento. No entanto, conforme a responsável, apenas um profissional estaria chamando pacientes no momento.
A Secretaria Municipal de Saúde de Campo Grande foi acionada para se manifestar sobre o caso, mas ainda não havia respondido até a última atualização. O espaço permanece aberto para posicionamento oficial. Com informações: Top Mídia News
