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Criança com crise asmática grave enfrenta longa espera por atendimento em UPA de Campo Grande

Mãe relata desmaio e agravamento do quadro enquanto unidade de saúde opera com superlotação e equipe reduzida.
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Unidade de Pronto Atendimento das Moreninhas apresenta superlotação enquanto criança aguarda atendimento com crise respiratória (Divulgação/TopMídiaNews) Por: Editorial | 26/03/2026 17:03

Uma criança de 3 anos e 11 meses enfrentou horas de espera por atendimento médico nesta quinta-feira (26) na UPA Moreninhas, em Campo Grande, mesmo apresentando sintomas graves de crise respiratória. A situação gerou desespero na mãe, que buscou ajuda após o agravamento do quadro clínico da filha.

De acordo com o relato de Asthanny Morgan Cardozo Aguirre, a criança apresentou uma forte crise de tosse ainda na escola, que acionou a responsável por volta das 13h30. Ao chegar ao local, a mãe encontrou a filha em estado mais crítico, com dificuldades respiratórias e episódio de desmaio, o que motivou a ida imediata à unidade de saúde.

Na UPA, a menina passou pelo processo de triagem, mas, mesmo com os sintomas relatados, foi classificada com risco verde, considerado de menor urgência. Até o fechamento da reportagem, a criança ainda não havia recebido atendimento médico, segundo a mãe.

Asthanny afirmou que buscou esclarecimentos junto ao serviço social da unidade, mas foi orientada a retornar à triagem. Segundo ela, o enfermeiro informou que a classificação de risco é definida por sistema informatizado, com base nos sintomas descritos, e que não pode ser alterada manualmente. Ainda conforme o relato, o profissional justificou que a classificação considerou o fato de a criança não ter chegado desacordada à unidade.

A criança possui histórico de crises respiratórias e faz uso contínuo de salbutamol, medicamento indicado para alívio imediato em casos de asma e bronquite. Recentemente, no dia 15 de março, ela chegou a ser internada na mesma unidade, quando recebeu tratamento com adrenalina.

A mãe também relatou dificuldades no acesso ao medicamento, obtido por meio do programa Farmácia Popular, o que pode comprometer o controle das crises. Imagens encaminhadas à reportagem indicam um cenário de superlotação na unidade.

Segundo informações repassadas por uma assistente social, três médicos clínicos estariam escalados para atendimento. No entanto, conforme a responsável, apenas um profissional estaria chamando pacientes no momento.

A Secretaria Municipal de Saúde de Campo Grande foi acionada para se manifestar sobre o caso, mas ainda não havia respondido até a última atualização. O espaço permanece aberto para posicionamento oficial. Com informações: Top Mídia News




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