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Hoje é Quarta-feira, 25 de Março de 2026.
A investigação sobre o desaparecimento de amostras virais na Universidade Estadual de Campinas revelou que o material foi retirado de um laboratório classificado com nível 3 de biossegurança, considerado o mais elevado atualmente em operação no Brasil para estudos com agentes infecciosos.
De acordo com informações da Justiça Federal, o material biológico envolve agentes que apresentam alto risco individual e potencial de disseminação moderada na comunidade, exigindo protocolos rigorosos de manipulação e armazenamento.
A principal suspeita do caso, a pesquisadora Soledad Palameta Miller, foi presa em flagrante após a Polícia Federal localizar as amostras em diferentes laboratórios dentro da própria universidade. Posteriormente, ela teve a liberdade provisória concedida, mediante cumprimento de medidas cautelares, como restrição de acesso aos locais investigados e comparecimento periódico à Justiça.
As investigações apontam que o material foi armazenado e manipulado fora das condições adequadas de segurança, incluindo descarte em locais impróprios, o que pode ter colocado em risco a saúde de terceiros. A movimentação irregular de organismos geneticamente modificados também integra as acusações.
As amostras foram encontradas em diferentes setores da universidade, incluindo freezers de outros laboratórios e até mesmo em recipientes descartados. A apuração indica que a pesquisadora utilizava acessos indiretos para entrar nos ambientes, com apoio de terceiros.
A Universidade Estadual de Campinas informou que instaurou uma sindicância interna para apurar o ocorrido e adotou medidas imediatas, como a interdição temporária de laboratórios e acionamento dos órgãos competentes, incluindo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária.
O caso é tratado com gravidade pelas autoridades devido ao potencial risco sanitário e à natureza do material envolvido. As investigações seguem em andamento para esclarecer todas as circunstâncias e responsabilidades. Com informações: g1
