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Hoje é Terça-feira, 24 de Março de 2026.
O Brasil superou a meta de alfabetização na idade certa prevista para 2025, atingindo 66% das crianças alfabetizadas até o 2º ano do ensino fundamental. O resultado foi divulgado nesta segunda-feira (23) pelo ministro da Educação, Camilo Santana.
A meta nacional era de 64%, o que torna o avanço um marco importante na educação básica. Em 2023, o índice era de 56%, representando um crescimento de 10 pontos percentuais em apenas dois anos.
O anúncio ocorreu durante a entrega do Selo Nacional Compromisso com a Alfabetização, em Brasília, com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Segundo o ministro, todos os estados e municípios brasileiros aderiram ao Compromisso Nacional Criança Alfabetizada, iniciativa que estabelece metas progressivas até 2030. “Essa vitória é resultado do esforço coletivo de gestores, diretores e professores em todo o país”, destacou.
O indicador utilizado mede o percentual de alunos da rede pública que atingem níveis adequados de leitura e escrita, com base em critérios de qualidade e equidade, incluindo fatores socioeconômicos e raciais.
Na comparação com 2021, os dados mostram um avanço ainda mais expressivo: o índice subiu de 36% para 66%, um crescimento de 30 pontos percentuais.
Durante o evento, Lula afirmou que o país pode alcançar antes do prazo a meta de 80% de crianças alfabetizadas até 2030. “Se mantivermos esse ritmo, vamos atingir esse número bem antes do previsto”, disse.
A cerimônia também premiou estados e municípios com o Selo de Alfabetização. Ao todo, 4.710 municípios e 18 estados foram reconhecidos nas categorias ouro, prata e bronze. Entre os destaques na categoria ouro estão Mato Grosso do Sul, São Paulo, Minas Gerais e Ceará.
Criado por decreto em 2024, o selo avalia ações como gestão educacional, formação de professores e acompanhamento da aprendizagem, além de incentivar boas práticas na alfabetização.
O resultado reforça a importância de políticas públicas voltadas à educação e evidencia avanços na recuperação da aprendizagem após os impactos da pandemia. Com informações: Agencia Gov
