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Hoje é Quinta-feira, 19 de Março de 2026.
A evasão no ensino superior brasileiro segue em níveis elevados, principalmente nos cursos de educação a distância (EAD). Em 2024, 41,6% dos estudantes dessa modalidade abandonaram a graduação antes de concluir o curso.
Os dados são do Mapa do Ensino Superior no Brasil 2026, elaborado pelo Semesp, que aponta a evasão como um dos principais desafios do setor. No ensino presencial, a taxa também é considerada alta, chegando a 24,8% no mesmo período.
O levantamento indica que, apesar do aumento no número de matrículas após a pandemia, a permanência dos alunos ainda é um problema, especialmente na rede privada e na modalidade EAD.
Especialistas apontam que um dos principais fatores para a desistência nos cursos à distância é o modelo de ensino, que exige maior autonomia do estudante. A predominância de aulas assíncronas dificulta o acompanhamento e contribui para o abandono.
Atualmente, a EAD já representa a maior parte das matrículas no ensino superior brasileiro, com 50,7% do total. No entanto, essa expansão veio acompanhada de índices de evasão mais altos, sobretudo nas instituições privadas, que concentram a maior parte dos alunos.
Outro ponto destacado é o perfil dos estudantes. A evasão é mais comum entre alunos mais velhos, que muitas vezes enfrentam dificuldades para conciliar estudos, trabalho e renda.
Além disso, instituições de grande porte registram taxas mais elevadas de desistência, reflexo da expansão em larga escala da educação à distância.
Mesmo com o crescimento de 2,5% nas matrículas entre 2023 e 2024, o estudo aponta que o acesso ao ensino superior não tem se traduzido na mesma proporção em conclusão de cursos.
Para os pesquisadores, a evasão deixou de ser um problema pontual e passou a ser estrutural, exigindo políticas mais eficazes de permanência, apoio acadêmico e incentivo financeiro aos estudantes. Com informações: g1
