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Hoje é Quinta-feira, 19 de Março de 2026.
A escalada do conflito no Oriente Médio já começa a refletir no bolso dos brasileiros, com a alta no preço do petróleo impactando diretamente combustíveis e energia. O barril chegou a US$ 115 nesta quinta-feira (19), impulsionando aumentos em diversos setores da economia.
Nos postos, o reflexo foi imediato. O preço médio do diesel subiu mais de 11% em apenas uma semana, passando de R$ 6,08 para R$ 6,80, segundo dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis.
Considerado essencial para o transporte de cargas no país, o diesel influencia diretamente o custo do frete e, consequentemente, o preço de alimentos, produtos industriais e serviços. Especialistas apontam que os efeitos na inflação devem começar a aparecer nas próximas semanas.
Outro fator de pressão é a valorização do dólar, que avançou diante das tensões internacionais. A alta da moeda americana encarece produtos importados e também itens com preços atrelados ao mercado externo, como combustíveis e commodities.
O impacto da alta do petróleo vai além dos postos. A commodity é base para a produção de gasolina, gás de cozinha e querosene de aviação, além de insumos como plásticos, fertilizantes e medicamentos, gerando um efeito em cadeia na economia.
No agronegócio, o aumento dos custos atinge tanto o funcionamento de máquinas quanto a compra de fertilizantes, grande parte importada. Já na indústria, o encarecimento da energia e da logística também contribui para a elevação dos preços.
Apesar dos impactos negativos para o consumidor, o cenário pode favorecer as exportações brasileiras, já que o país é produtor de petróleo e se beneficia da valorização da commodity no mercado internacional.
A tendência, segundo analistas, é de manutenção da pressão sobre os combustíveis enquanto o conflito persistir, o que pode resultar em novos reajustes e maior impacto no custo de vida da população. Com informações: g1
