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Hoje é Segunda-feira, 16 de Março de 2026.
As farmácias de Campo Grande ainda não têm disponível a dose de 15 mg do medicamento Mounjaro, considerada a maior concentração do produto no mercado. A ausência ocorre mesmo após o laboratório Eli Lilly anunciar que as novas doses chegariam ao Brasil a partir da segunda quinzena de março.
Nesta segunda-feira (16), estabelecimentos da Capital seguem comercializando apenas as versões de 2,5 mg, 5 mg, 7,5 mg e 10 mg. A dose de 12,5 mg já começou a aparecer em algumas farmácias, mas a apresentação de 15 mg ainda não foi encontrada.
Indicado para o tratamento de Diabetes Tipo 2 e também utilizado no controle da obesidade, o medicamento é vendido apenas com prescrição médica. O remédio é aplicado por meio de uma caneta injetável semanal.
Em redes como Drogasil e Pague Menos, a versão de 12,5 mg é vendida entre R$ 3.708,96 e R$ 3.811,36. Cada caixa contém quatro doses, o que representa um valor entre aproximadamente R$ 927 e R$ 952 por aplicação.
O Mounjaro começou a ser vendido no Brasil em abril de 2025, após aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária. O medicamento tem como princípio ativo a tirzepatida, substância que simula a ação de dois hormônios naturais do organismo — GLP-1 e GIP.
Esses hormônios ajudam a aumentar a sensação de saciedade e a melhorar a produção de insulina, contribuindo para o controle da glicose no sangue e para a redução de peso.
Segundo o diretor da Eli Lilly no Brasil, Felipe Berigo, a ampliação das concentrações permite tratamentos mais personalizados para pacientes e médicos.
Outro medicamento conhecido para controle do peso, o Ozempic, também deve movimentar o mercado brasileiro nos próximos dias. A patente da semaglutida — substância que compõe o produto — perderá exclusividade no país, abrindo espaço para a produção de genéricos.
O remédio é fabricado pela farmacêutica Novo Nordisk, responsável também por medicamentos como Wegovy, Victoza e Saxenda.
A expectativa do mercado é que a entrada de versões genéricas possa reduzir os preços dos medicamentos em até 30% ainda neste ano e até 50% nos próximos cinco anos. Com informações: Mídiamax
