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Mulher trans é espancada e marcada com suástica após ser acusada de furto em Ponta Porã

Vítima relatou à polícia que sofreu ameaças de morte durante agressões; três suspeitos foram presos e tiveram prisão preventiva decretada.
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Marca de suástica deixada no braço da vítima após sessão de agressões registrada em Ponta Porã (Foto: Reprodução). Por: Editorial | 16/03/2026 08:32

Uma mulher trans de 29 anos foi vítima de agressões físicas e ameaças de morte na madrugada de sábado (14), em Ponta Porã, a 313 quilômetros de Campo Grande. Durante o ataque, ela também teve uma suástica marcada no braço. O caso resultou na prisão de três suspeitos, que tiveram a prisão preventiva decretada pela Justiça.

De acordo com o depoimento prestado pela vítima às autoridades, ela foi até uma residência após receber uma ligação para receber o pagamento por um serviço. No momento em que chegou ao local, foi convidada a entrar no imóvel e conduzida até um escritório.

Segundo o relato, assim que entrou na casa passou a ser acusada de ter cometido um furto. Em seguida, começaram as agressões. Conforme o depoimento, um dos suspeitos a segurou enquanto os outros dois iniciaram uma sequência de golpes, incluindo socos, chutes e agressões com objetos como taco de sinuca e cabo de vassoura.

(Foto: Reprodução).

Durante o ataque, a vítima afirmou que os agressores tentaram amarrar suas mãos e pés com uma corda. Em determinado momento, um deles encostou uma faca em seu pescoço e fez ameaças de morte. Ela relatou que lutou para não ser imobilizada por acreditar que poderia ser assassinada.

Ainda segundo o depoimento, a mulher sofreu diversos ferimentos durante as agressões. Em meio aos golpes, ela passou mal e chegou a vomitar sangue após receber pancadas no estômago e na cabeça. Ao tentar afastar a faca, também feriu um dos dedos.

A vítima contou ainda que os suspeitos destruíram seu celular utilizando uma faca, impedindo que ela pedisse ajuda. Após conseguir fugir do local, ela se dirigiu até a rodoviária da cidade, onde solicitou auxílio e foi orientada a procurar a polícia para registrar a ocorrência.

Os três suspeitos foram localizados pelas autoridades e presos. A Justiça decretou a prisão preventiva do grupo. Entre os investigados está um homem que é filho de um oficial da Polícia Militar de Mato Grosso do Sul atualmente na reserva.

O caso segue sob investigação das autoridades policiais. Com informações: Campo Grande News




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