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Governo brasileiro vê tentativa de interferência de Trump nas eleições de 2026

Proposta de classificar facções criminosas como organizações terroristas gera tensão diplomática e reação do PT.
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Presidente Donald Trump e Luiz Inácio Lula da Silva têm diálogo em meio a tensão sobre classificação de facções brasileiras como grupos terroristas (Foto: The White House) Por: Editorial | 10/03/2026 09:37

Integrantes da cúpula do Partido dos Trabalhadores (PT) avaliam que a iniciativa dos Estados Unidos de equiparar facções brasileiras a organizações terroristas pode configurar uma tentativa de interferência do presidente Donald Trump nas eleições presidenciais de 2026. A proposta, que recebeu apoio do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), foi rejeitada pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O debate reacendeu desconfiança no Palácio do Planalto sobre uma possível ofensiva política externa para fortalecer candidaturas de direita na América Latina, especialmente em países com eleições previstas neste ano, como Brasil, Peru e Colômbia. O tema deve ser abordado no próximo encontro entre Lula e Trump, que teve a data adiada devido à guerra envolvendo o Irã.

Segundo o governo, classificar o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como grupos terroristas poderia abrir espaço para ações militares externas ou sanções econômicas contra o Brasil. Autoridades reforçam que a legislação nacional já dispõe de instrumentos para combater facções criminosas, como a Lei Antifacção e projetos relacionados à segurança pública.

Nos bastidores, o governo teme que a discussão seja explorada politicamente durante a disputa eleitoral. O presidente do PT, Edinho Silva, afirmou que o país trabalha em cooperação internacional no combate ao crime organizado, mas defende que a soberania brasileira precisa ser preservada. Com informações: Bacci Notícias




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