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Hoje é Segunda-feira, 09 de Março de 2026.
Ao completar 48 anos de criação, Mato Grosso do Sul celebra uma trajetória marcada pelo crescimento do agronegócio, setor que se tornou um dos principais motores da economia estadual e referência em práticas sustentáveis no país.
Desde o nascimento do estado, em 1977, a pecuária de corte já ocupava papel central na economia regional. Um ano depois da criação, o território sul-mato-grossense já possuía cerca de 9,3 milhões de cabeças de gado, figurando entre os maiores rebanhos do Brasil.
A presença da Embrapa Gado de Corte contribuiu de forma decisiva para a modernização do campo. Tecnologias como a recuperação de pastagens e o desenvolvimento de forrageiras tropicais ajudaram a aumentar a produtividade e a preservar o solo no Cerrado.
Com o avanço tecnológico na pecuária e na agricultura, o setor agropecuário passou a impulsionar o desenvolvimento econômico do estado.
Entre 2002 e 2021, o Produto Interno Bruto (PIB) da agropecuária em Mato Grosso do Sul cresceu 768%, acompanhando o crescimento da economia estadual. No mesmo período, a produção agrícola também avançou de forma expressiva.
Atualmente, a soja ocupa cerca de 4,5 milhões de hectares no estado, enquanto a produção de milho teve expansão significativa. A cadeia sucroenergética também se consolidou como um dos pilares econômicos da região.
Outro setor que ganhou destaque foi o de florestas plantadas e celulose. Após a criação do Plano Estadual de Florestas, em 2008, a área cultivada com eucalipto saltou de pouco mais de 300 mil para cerca de 1,7 milhão de hectares. Esse crescimento impulsionou a instalação de indústrias de papel e celulose no estado, fortalecendo as exportações.
A suinocultura e a avicultura também ampliaram participação no mercado internacional. Entre 1997 e 2024, as exportações do agronegócio saltaram de US$ 338 milhões para quase US$ 10 bilhões.
Além do crescimento econômico, o estado também avançou em práticas de produção sustentável. O sistema de plantio direto, técnica que protege o solo ao semear sobre a palhada da safra anterior, já é utilizado em cerca de 99% das propriedades analisadas.
A integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF) também ganhou espaço e atualmente ocupa mais de 3 milhões de hectares em Mato Grosso do Sul, conciliando produção agrícola, pecuária e preservação ambiental.
O estado mantém aproximadamente 35% do território das propriedades rurais com vegetação nativa, além de preservar cerca de 87% da cobertura do Pantanal.
Nos últimos anos, Mato Grosso do Sul também assumiu o compromisso de se tornar carbono neutro até 2030, com o agronegócio desempenhando papel fundamental nesse processo.
Práticas como recuperação de pastagens, uso de bioinsumos, fixação biológica de nitrogênio e sistemas de produção de baixo carbono fazem parte dessa estratégia.
O Sistema Famasul também atua no fortalecimento dessas iniciativas. Criado em 2022, o programa ATeG ESG passou a integrar a assistência técnica no campo, orientando produtores sobre gestão sustentável, responsabilidade social e competitividade no mercado.
Com investimento em tecnologia, inovação e práticas sustentáveis, o agronegócio sul-mato-grossense segue consolidando o estado como referência nacional na produção responsável e na preservação ambiental. Com informações: FAMASUL
