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Hoje é Segunda-feira, 09 de Março de 2026.
O Governo de Mato Grosso do Sul já destinou aproximadamente R$ 6,1 milhões para projetos voltados à preservação do Pantanal sul-mato-grossense por meio do programa PSA Bioma Pantanal. A iniciativa busca incentivar a conservação da vegetação nativa, a proteção da fauna silvestre, a restauração ecológica e o fortalecimento das comunidades tradicionais que vivem na região.
Os recursos foram aplicados em 13 projetos desenvolvidos por sete organizações não governamentais, com foco em ações de desenvolvimento sustentável e melhoria da qualidade de vida da população pantaneira. As iniciativas fazem parte do subprograma PSA Brigadas, que prioriza ações de prevenção e combate a incêndios florestais no bioma.
Entre as instituições beneficiadas está o Instituto do Homem Pantaneiro (IHP), que recebeu mais de R$ 1,4 milhão para a execução de três projetos na região da Serra do Amolar. As iniciativas incluem atividades de resgate técnico de fauna, comunicação integrada, manutenção e ampliação do Sistema Pantera — voltado ao monitoramento da onça-pintada — além do fortalecimento da brigada Alto Pantanal, que atua na prevenção de incêndios florestais.
Segundo o diretor-presidente do Instituto do Homem Pantaneiro, Ângelo Rabelo, o programa representa um importante avanço na valorização de iniciativas de conservação ambiental. De acordo com ele, o modelo de pagamento por serviços ambientais contribui para fortalecer ações de preservação realizadas tanto por organizações da sociedade civil quanto por proprietários rurais da região.
O PSA Bioma Pantanal abrange toda a porção sul-mato-grossense do bioma e está estruturado em dois subprogramas principais: o PSA Conservação e Valorização da Biodiversidade, voltado à proteção da vegetação nativa e dos habitats naturais, e o PSA Brigadas, direcionado ao financiamento de projetos de prevenção e combate a incêndios florestais.
Conforme a coordenadora do programa na Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc), Letícia Walter, os contratos atuais do PSA Brigadas e do PSA Conservação têm vigência até dezembro de 2026. A previsão do governo estadual é lançar novos editais para continuidade das ações a partir de 2027.
O primeiro edital do PSA Brigadas recebeu 28 propostas de projetos, das quais 17 foram classificadas e 13 já receberam recursos. Cada projeto pode receber até R$ 500 mil, provenientes do Fundo Clima Pantanal. Os investimentos são destinados ao fortalecimento de brigadas comunitárias, voluntárias e privadas, além de ações de educação ambiental voltadas à conscientização sobre o uso do fogo.
As iniciativas contempladas estão distribuídas em diferentes regiões do Pantanal, incluindo Nhecolândia, Nabileque, Serra do Amolar, Porto Esperança, Porto Rolon, Curva do Leque e Salobra. Os projetos também abrangem áreas de terras indígenas, unidades de conservação e comunidades tradicionais.
Além das ações voltadas às brigadas, o programa estadual também promove incentivos para a conservação da vegetação nativa em propriedades rurais. Em dezembro de 2025, o governo consolidou a preservação de aproximadamente 126 mil hectares no Pantanal por meio desse mecanismo.
Na primeira chamada do PSA Conservação foram recebidas 71 inscrições de propriedades rurais localizadas no bioma. Após análise técnica, 45 imóveis foram selecionados com base no Índice de Serviços Ambientais (ISA), indicador que considera critérios como conservação da vegetação, conectividade entre habitats e relevância ambiental das áreas.
O governo estadual também lançou recentemente a segunda chamada pública do subprograma PSA Conservação, voltada à seleção de novas propostas que contribuam para a mitigação e adaptação às mudanças climáticas, com foco na proteção do Pantanal sul-mato-grossense.
As inscrições para participação no novo edital seguem abertas até o dia 6 de abril de 2026. Os projetos apresentados serão avaliados com base em critérios como relevância ambiental, impacto positivo para o bioma, viabilidade técnica e alinhamento com as políticas públicas estaduais de preservação ambiental. Com informações: Agência MS GOV
