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Estado reforça medidas preventivas contra aumento de vírus respiratórios antes do período de frio

Secretaria de Saúde orienta municípios a intensificarem vigilância, vacinação e organização da rede assistencial para enfrentar possível elevação de casos entre abril e julho.
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Período de frio exige reforço nas ações de prevenção e vacinação contra vírus respiratórios em Mato Grosso do Sul (Foto: Tony Winston/Agência Brasília). Por: Editorial | 07/03/2026 08:51

Com a aproximação do período de sazonalidade das doenças respiratórias, a Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso do Sul (SES) iniciou a antecipação de medidas voltadas à prevenção e ao enfrentamento de possíveis aumentos de casos de Síndrome Gripal (SG) e Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG). As ações são direcionadas principalmente aos meses entre abril e julho, período historicamente marcado por maior circulação de vírus respiratórios.

De acordo com a pasta, durante os meses mais frios do ano há aumento na circulação de agentes virais como Influenza, Vírus Sincicial Respiratório (VSR) e Rinovírus. Embora o vírus responsável pela COVID-19 não apresente um padrão sazonal tão definido quanto outras infecções respiratórias, sua alta capacidade de transmissão, associada à grande circulação de pessoas, pode contribuir para o crescimento do número de casos ao longo do ano.

Diante desse cenário, a Secretaria de Saúde orienta os municípios a organizarem previamente os fluxos de identificação de pacientes, coleta de amostras e notificação dos casos suspeitos. As diretrizes seguem as Notas Técnicas Estaduais e o Guia de Vigilância Integrada da COVID-19, Influenza e outros vírus respiratórios de relevância em saúde pública.

A integração entre as equipes de vigilância epidemiológica e os serviços de assistência médica também é considerada fundamental para garantir diagnóstico e atendimento oportunos aos pacientes, independentemente da confirmação laboratorial.

Segundo o secretário estadual de Saúde, Maurício Simões, a preparação antecipada é essencial para reduzir possíveis impactos na rede pública de atendimento. Conforme destacou, o planejamento permite revisar fluxos de atendimento, fortalecer o monitoramento epidemiológico e assegurar que o sistema esteja preparado para responder rapidamente ao aumento de casos.

A vacinação continua sendo apontada como a principal estratégia de proteção contra complicações das doenças respiratórias. A imunização contra Influenza e COVID-19 contribui para reduzir hospitalizações, óbitos e a circulação viral na comunidade, especialmente entre os grupos considerados mais vulneráveis.

A coordenadora de Imunização da SES, Ana Paula Goldfinger, reforça a importância da atualização da caderneta de vacinação. Segundo ela, idosos, crianças, gestantes e pessoas com comorbidades devem procurar as unidades de saúde para garantir a proteção adequada antes da chegada do período de maior incidência das doenças.

O monitoramento constante dos vírus respiratórios também é destacado como ferramenta essencial para compreender o comportamento das infecções na população. A identificação dos agentes causadores permite avaliar a forma como os vírus estão circulando e quais grupos populacionais apresentam maior vulnerabilidade.

Para a gerente de Influenza e Doenças Respiratórias da SES, Lívia Mello, o início rápido do tratamento é determinante para evitar complicações. De acordo com a especialista, pacientes com Síndrome Respiratória Aguda Grave e pessoas com fatores de risco devem iniciar o uso de antivirais o mais breve possível, conforme os protocolos clínicos, sem aguardar necessariamente a confirmação laboratorial.

Mesmo sem registro de aumento significativo de casos no momento, a Secretaria de Saúde destaca que a atuação preventiva é fundamental. A experiência acumulada nos últimos anos demonstra que a organização antecipada da rede de atendimento contribui para reduzir impactos nos serviços de saúde e ampliar a proteção da população.

A orientação final da pasta é que os municípios mantenham vigilância epidemiológica ativa, notificação adequada dos casos e integração entre atenção primária, serviços de urgência e unidades hospitalares, garantindo resposta rápida e coordenada diante de eventual aumento das doenças respiratórias. Com informações: Agência MS GOV




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