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Estudo aponta que vacina da dengue do Butantan protege por até cinco anos e reduz casos graves

Pesquisa com mais de 16 mil participantes indica eficácia de 65% contra a forma sintomática da doença e superior a 80% contra quadros graves.
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Vacina contra dengue desenvolvida pelo Instituto Butantan apresentou proteção duradoura e redução significativa de casos graves em estudo científico (Foto: Governo de São Paulo/Divulgação). Por: Editorial | 05/03/2026 13:46

Uma análise de longo prazo sobre a vacina contra a dengue desenvolvida pelo Instituto Butantan indica que uma única dose do imunizante pode garantir proteção por pelo menos cinco anos e reduzir significativamente o risco de formas graves da doença. Os resultados foram publicados na revista científica Nature Medicine e fazem parte do acompanhamento de um ensaio clínico de fase 3 realizado no Brasil.

O estudo acompanhou mais de 16 mil voluntários com idades entre 2 e 59 anos. Após cinco anos de monitoramento, a eficácia geral da vacina foi estimada em 65% contra casos sintomáticos de dengue confirmados por exames laboratoriais. Já a proteção contra quadros graves ou com sinais de alarme alcançou 80,5%.

A pesquisa também demonstrou que o imunizante apresentou eficácia tanto em pessoas que já tiveram contato com o vírus quanto naquelas sem infecção anterior. Entre participantes previamente expostos, a proteção chegou a 77,1%, enquanto entre os que nunca haviam contraído dengue a eficácia foi de 58,9%.

Especialistas apontam que esse tipo de resultado é comum em vacinas contra doenças virais, nas quais a principal meta é evitar complicações graves, hospitalizações e mortes. Durante o acompanhamento do estudo, não foram registrados casos graves entre os participantes vacinados, enquanto episódios mais severos ocorreram no grupo que recebeu placebo.

A dengue é causada por quatro sorotipos diferentes do vírus. A vacina do Butantan foi desenvolvida para oferecer proteção contra todos eles. No entanto, durante o período do ensaio clínico no Brasil, houve predominância apenas dos sorotipos DENV-1 e DENV-2, o que limitou a avaliação prática da eficácia contra os outros dois tipos.

Outro ponto central analisado na pesquisa foi a segurança do imunizante. O acompanhamento prolongado buscou verificar se a vacina poderia aumentar o risco de formas mais graves da doença em infecções futuras, fenômeno conhecido como aumento dependente de anticorpos. Segundo os resultados, os eventos adversos graves ocorreram em proporções semelhantes entre vacinados e participantes que receberam placebo, sem indicação de problemas de segurança relacionados ao imunizante.

Apesar dos resultados positivos, especialistas ressaltam que a vacinação não substitui as ações de controle do mosquito Aedes aegypti, transmissor da doença. O combate ao vetor continua sendo uma medida fundamental para reduzir a circulação do vírus e diminuir o número de casos. Com informações: g1




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