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Hoje é Quinta-feira, 05 de Março de 2026.
O senador e pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) esteve reunido com o ex-governador de Mato Grosso do Sul Reinaldo Azambuja (PL), o governador Eduardo Riedel (PP) e o presidente nacional do Partido Liberal, Valdemar da Costa Neto, para discutir o cenário político e alinhar os próximos passos do grupo no Estado.
O encontro reuniu lideranças do Partido Liberal e aliados, entre eles o secretário de Governo e Gestão Estratégica da gestão de Eduardo Riedel, Rodrigo Perez. Após a reunião, o senador Flávio Bolsonaro afirmou que a unidade do grupo “está mantida”, reforçando a aliança política no Estado. O encontro teve como foco principal a consolidação dessa aliança em Mato Grosso do Sul diante das articulações que antecedem as eleições de 2026.
Em vídeo divulgado após a reunião, Flávio Bolsonaro reforçou o entendimento de que o PL deve permanecer unido em Mato Grosso do Sul. Segundo ele, dentro do cenário político atual, Reinaldo Azambuja é apontado como pré-candidato ao Senado pelo partido, enquanto Eduardo Riedel deve compor a chapa majoritária do grupo nas próximas eleições estaduais.
Ainda de acordo com informações de bastidores, caberá a Flávio Bolsonaro atuar na articulação interna para tentar convencer seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro a desistirem do apoio ao deputado federal Marcos Pollon no Estado.
Uma das preocupações do grupo político é a possibilidade de divisão no campo conservador caso Pollon decida manter o projeto eleitoral. Há ainda o receio de que ele possa se aproximar do deputado estadual João Henrique Catan, que articula sua saída do PL para se filiar ao Partido Novo e disputar o governo estadual.
Dentro dessa estratégia, Flávio Bolsonaro também deverá tentar convencer João Henrique Catan a desistir da candidatura ao governo, numa tentativa de evitar a fragmentação do campo político e manter apenas candidatos da oposição de esquerda, como o Partido dos Trabalhadores, na disputa direta contra o atual governo.
A reunião foi interpretada por aliados como um movimento de alinhamento entre as principais lideranças do grupo político no Estado e de fortalecimento da base de apoio ao governo estadual para o próximo ciclo eleitoral.
