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Hoje é Quarta-feira, 04 de Março de 2026.
Um medicamento vendido como promessa de rejuvenescimento da pele e cuja comercialização é proibida até no Paraguai foi apreendido durante a Operação Visa-Protege, em Campo Grande. Ao todo, 34 unidades da chamada GHK-CU Alluvi, apresentada como “caneta rejuvenescedora”, foram interceptadas no Centro de Triagem e Distribuição dos Correios da Capital.
A apreensão ocorre em meio a um alerta emitido nesta semana pela Dinavisa (Dirección Nacional de Vigilancia Sanitaria), que listou diversos medicamentos não autorizados para comercialização em território paraguaio. O relatório aponta a venda irregular de produtos que alegam conter peptídeos e destaca que não possuem registro sanitário válido no país, sendo proibidas sua importação, distribuição e venda.
Segundo a Dinavisa, o uso representa sério risco à saúde pública, já que podem conter substâncias não declaradas ou em concentrações incorretas. O documento alerta ainda que o consumo pode causar efeitos adversos graves e que não há informações validadas sobre dosagem, preparo ou modo de uso.
As 34 unidades da GHK-CU Alluvi foram apreendidas ao longo do mês de fevereiro, dentro da Operação Visa-Protege, iniciada em 2 de fevereiro. Desde então, mais de 10 mil itens já foram interceptados no sistema de raio-x dos Correios, todos suspeitos de irregularidades sanitárias.
De acordo com a Vigilância Sanitária da SES (Secretaria de Estado de Saúde), a embalagem chama atenção pela aparência sofisticada. Conforme os fiscais, o rótulo indica origem alemã, mas há indícios de que essa informação não seja verdadeira, o que pode induzir o consumidor ao erro.
A Vigilância reforça que não há qualquer garantia sobre o conteúdo das canetas e que nem a Anvisa no Brasil nem a Dinavisa no Paraguai possuem informações oficiais sobre a composição do produto.
O alerta também se estende à compra de medicamentos no exterior ou pela internet. Segundo os fiscais, há grande incidência de produtos falsificados ou adulterados no comércio online. Em alguns casos, consumidores relatam ausência de efeito e, por conta própria, aumentam a dosagem ao adquirir versões com concentração maior do suposto princípio ativo, o que pode causar complicações graves à saúde.
A marca também divulga o Retatrutide em embalagem semelhante, comercializado como caneta emagrecedora. No entanto, o princípio ativo retatrutida não é autorizado pela autoridade sanitária paraguaia nem por agências reguladoras internacionais, pois ainda se encontra em fase de testes preliminares no exterior.
Para a Vigilância Sanitária, a combinação de promessa de resultados rápidos, aparência de produto importado e venda online cria um cenário propício para o engano. O órgão orienta que o uso de medicamentos deve ocorrer apenas com acompanhamento médico e com produtos devidamente registrados no Brasil.
A Operação Visa-Protege segue diariamente, inclusive aos sábados, no Centro de Triagem dos Correios de Campo Grande, com o objetivo de impedir a circulação de medicamentos irregulares e proteger a saúde pública. Com informações: CaarapoNews
