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Hoje é Quarta-feira, 04 de Março de 2026.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou nesta terça-feira (3) da sessão de abertura da II Conferência Nacional do Trabalho (II CNT), em São Paulo, etapa nacional de um evento que segue até quinta-feira (5). O encontro reúne representantes das 27 unidades da Federação e consolida mais de 386 propostas para a construção de um plano nacional voltado ao mercado de trabalho.
Durante o evento, Lula destacou que o desenvolvimento econômico depende da melhoria da vida da classe trabalhadora. “O trabalhador precisa melhorar de vida para o país melhorar de vida. Quanto mais o trabalhador ganhar, mais o patrão ganhará. Quanto menos o trabalhador ganha, mais o patrão perde. Porque o patrão precisa de mercado para vender os seus produtos”, afirmou o presidente.
O governo lançou a plataforma QualificaBr, que reúne oportunidades de formação profissional em todo o país. O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, informou que, nos últimos três anos, o Brasil gerou 4.516.175 empregos formais, sendo mais de 80% ocupados por jovens com menos de 24 anos. Segundo Marinho, a ferramenta já registrou mais de duas mil inscrições desde seu lançamento.
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, ressaltou avanços econômicos alcançados pelo governo, incluindo redução da inflação e do desemprego, crescimento da economia e valorização do salário mínimo. Já a ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, defendeu o fim da escala 6x1 e a igualdade salarial entre homens e mulheres.
A diretora regional da Organização Internacional do Trabalho (OIT) para a América Latina e Caribe, Ana Virgínia Moreira, classificou o Brasil como referência ética e política no mundo do trabalho, destacando a atuação brasileira em iniciativas globais de justiça social, igualdade salarial e erradicação do trabalho infantil e escravo.
O presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Sérgio Nobre, enfatizou a importância do evento para debater a formação profissional, a inclusão produtiva e o fortalecimento do Fundo de Amparo ao Trabalhador e da Previdência Social, especialmente diante das transformações tecnológicas e demográficas.
No acumulado dos últimos 12 meses, entre fevereiro de 2025 e janeiro de 2026, o Brasil criou 1.228.483 novos empregos formais, elevando o total de vínculos com carteira assinada para 48.577.979 trabalhadores, segundo dados do Novo Caged. Com informações: Agência GOV
