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Hoje é Terça-feira, 03 de Março de 2026.
A agropecuária brasileira registrou expansão de 11,7% em 2025 na comparação com o ano anterior e foi o principal vetor do crescimento econômico do país, que fechou o período com alta de 2,3% no Produto Interno Bruto. Os dados foram divulgados nesta terça-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Entre os grandes setores, o campo apresentou o melhor desempenho, superando a indústria, que avançou 1,4%, e os serviços, com crescimento de 1,8%.
De acordo com o órgão, a agropecuária respondeu por 33% de toda a expansão econômica registrada no ano. O resultado expressivo é atribuído à combinação de colheitas históricas, sobretudo de soja e milho, além do fortalecimento da pecuária, que também atingiu marcas inéditas.
O país alcançou a maior safra de grãos já registrada, totalizando 350,2 milhões de toneladas. A produção de milho cresceu 23,6%, enquanto a de soja avançou 14,6%. No mercado externo, as exportações acompanharam o ritmo da produção. A soja somou embarques recordes de 108,2 milhões de toneladas, aumento de 9,5% em relação ao ano anterior, favorecida pela reconfiguração do comércio internacional de grãos.
Na pecuária, o Brasil assumiu a liderança mundial na produção de carne bovina, superando os Estados Unidos pela primeira vez. As exportações atingiram 3,5 milhões de toneladas, alta de 20,9%, e o abate de bovinos chegou a 42,3 milhões de cabeças, estabelecendo novo recorde.
Apesar do desempenho destacado, a participação direta da agropecuária no PIB é de 7,1%, percentual inferior ao de serviços e indústria. O cálculo oficial considera apenas as atividades primárias. Quando incluídas as cadeias produtivas relacionadas, como processamento industrial, transporte e comércio, a representatividade do setor se amplia de forma significativa, conforme estimativas de entidades do segmento.
Para 2026, analistas projetam desaceleração após o ciclo de forte expansão. A expectativa é de estabilidade ou leve retração, influenciada por ajustes na pecuária e por um crescimento mais moderado na produção de grãos. Ainda assim, o setor permanece como peça estratégica para a sustentação da economia nacional. Com informações: g1
