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Irã pré-revolução: liberdade urbana sob sombra de repressão

Antes de 1979, o país apresentava costumes ocidentais nas grandes cidades, mas vivia sob um regime monárquico autoritário e violento.
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Mulheres iranianas nas grandes cidades usavam roupas ocidentais e circulavam sem véu antes da Revolução de 1979 (Foto: Reprodução/Fantástico). Por: Editorial | 03/03/2026 07:33

Quase cinquenta anos após a Revolução Islâmica de 1979, imagens e relatos do Irã anterior à revolução revelam um país moderno e aberto a influências ocidentais, especialmente nas grandes cidades, onde mulheres podiam circular sem véu e utilizar roupas como minissaia. Essa aparente liberalidade cultural contrastava com a realidade de uma monarquia absolutista, marcada por concentração de poder, repressão política, prisões arbitrárias e centros de tortura.

A dinastia Pahlavi assumiu o poder há aproximadamente cem anos, consolidando a autoridade do xá após golpes que depuseram líderes eleitos democraticamente. O país apresentava grande desigualdade social, com a maior parte da população vivendo em condições de pobreza, enquanto setores urbanos mais privilegiados usufruíam de maior liberdade cultural.

Com a queda do xá e a ascensão da república islâmica, parte da diáspora iraniana passou a defender a restauração da monarquia. No entanto, dentro do país, o apoio a essa ideia é limitado, considerando que a maior parte da população nasceu e cresceu sob o regime revolucionário. Especialistas destacam que a figura da antiga família real é mais simbólica, representando o descontentamento generalizado com as autoridades políticas atuais, do que uma alternativa concreta de liderança.

Hoje, o Irã mantém regras sociais rígidas, principalmente voltadas à conduta feminina, estabelecidas pela república islâmica, em contraste com as liberdades culturais observadas em determinadas regiões urbanas antes de 1979. Com informações: g1




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