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Hoje é Sexta-feira, 27 de Fevereiro de 2026.
A freira Nadia Gavanski, de 82 anos, foi vítima de homicídio e violência sexual após a invasão do convento Irmãs Servas de Maria Imaculada, localizado no município de Ivaí, na região dos Campos Gerais do Paraná. De acordo com a Polícia Civil do Paraná, o laudo pericial apontou que a religiosa morreu por asfixia e apresentou indícios de violência sexual, constatados pela gravidade das lesões identificadas.
O inquérito policial foi concluído nesta sexta-feira e encaminhado ao Ministério Público do Paraná. O nome do investigado não foi divulgado pelas autoridades. Ele foi indiciado por homicídio qualificado, estupro qualificado, resistência e violação de domicílio qualificada.
Segundo o delegado Hugo Santos Fonseca, as provas reunidas, incluindo imagens de câmeras de segurança e vestígios de sangue nas roupas do suspeito, confirmam a autoria dos crimes. O fato ocorreu por volta das 13h30 de sábado, quando o homem pulou o muro do convento. Conforme as investigações, ao ser questionado pela freira sobre sua presença no local, ele afirmou que estaria ali para trabalhar. Diante da desconfiança da vítima, ele a empurrou.
Em depoimento, o suspeito declarou que a asfixiou após ela começar a gritar. Também afirmou ter consumido drogas e bebida alcoólica durante a madrugada anterior e relatou ter ouvido vozes. A autoridade policial informou, entretanto, que a perícia técnica afastou versões que buscavam minimizar a natureza dos atos praticados.
O investigado foi localizado em sua residência após o crime. Ao notar a chegada da equipe policial, tentou fugir e entrou em confronto com os agentes, mas foi contido. Durante a abordagem, admitiu a autoria. Conforme a investigação, ele havia sido preso por furto qualificado em 28 de dezembro de 2025 e colocado em liberdade provisória dois dias depois. Desde 2024, acumulava registros por crimes como roubo, furto e violência doméstica.
A religiosa ingressou na congregação em 1971, aos 27 anos, dedicando 55 anos à vida religiosa. Mesmo após sofrer um acidente vascular cerebral, que lhe causou dificuldades na fala, permanecia ativa nas atividades do convento.
Uma fotógrafa que realizava registros de um evento na instituição relatou ter sido abordada pelo suspeito logo após o crime. Ela percebeu nervosismo, roupas com manchas de sangue e arranhões no pescoço do homem, que afirmou ter encontrado a freira caída. Desconfiada, registrou a interação em vídeo e acionou a Polícia Militar. As imagens contribuíram para a identificação do investigado, conforme destacou o delegado responsável pelo caso. Com informações: g1
