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Lealdade eterna: cão que viveu em cemitério inspira lei para sepultamento de pets em São Paulo

Após permanecer mais de dez anos no túmulo da tutora, Bob foi enterrado no mesmo local e motivou criação de legislação estadual que permite animais em jazigos de família.
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Bob viveu por mais de dez anos no Cemitério da Saudade, em Taboão da Serra, e foi enterrado no local após inspirar lei estadual sobre sepultamento de pets (Foto: Reprodução/Fantástico) Por: Editorial | 27/02/2026 07:39

A história de Bob, o cachorro que permaneceu por mais de uma década no Cemitério da Saudade, em Taboão da Serra, na Grande São Paulo, comoveu moradores e ganhou repercussão nacional após reportagem exibida pelo Fantástico. O animal passou a viver no local depois do sepultamento de sua tutora e acabou se tornando símbolo de lealdade, inspirando uma lei estadual que autoriza o enterro de cães e gatos nos mesmos jazigos de seus tutores em cemitérios públicos e privados.

Segundo relatos de funcionários, ao fim do enterro da dona, Bob permaneceu no cemitério mesmo após a tentativa da família de levá-lo de volta para casa. Com o tempo, foi acolhido pelos trabalhadores do local e passou a acompanhar cerimônias, tornando-se figura conhecida entre visitantes.

(Foto: Reprodução/Fantástico)

Durante os mais de dez anos em que viveu no cemitério, o cão brincava com bolinhas deixadas por frequentadores, muitas delas doadas após campanha organizada por uma protetora de animais nas redes sociais. Em 2021, Bob morreu após ser atropelado por uma motocicleta. Com autorização especial da prefeitura, foi sepultado no próprio cemitério, tornando-se o único animal enterrado ali. Uma estátua em sua homenagem foi instalada na entrada do local, com mensagem de gratidão por seus “ensinamentos de amor”.

A repercussão do caso contribuiu para a criação da chamada Lei Bob Coveiro, sancionada neste mês no estado de São Paulo. A nova legislação permite que cães e gatos sejam enterrados nos jazigos de seus tutores, desde que atendidas normas sanitárias. Agora, os municípios deverão regulamentar os procedimentos técnicos, incluindo regras sobre acondicionamento dos corpos, vedação adequada e realização de velórios. A lei estabelece que os custos são de responsabilidade das famílias.

Especialistas apontam que a regulamentação representa avanço tanto para a saúde pública quanto para o processo de luto. A medida reduz práticas inadequadas, como o sepultamento em terrenos irregulares, que podem gerar riscos de contaminação ambiental. Além disso, profissionais da área veterinária destacam que reconhecer o pet como membro da família e oferecer um ritual de despedida adequado contribui para a elaboração emocional da perda.

A busca por despedidas formais também tem crescido. Tutores relatam optar por cremações individuais e cerimônias personalizadas, mesmo com custos elevados, considerando o valor afetivo envolvido. Para especialistas, mais importante do que o formato escolhido é validar o sentimento da família e permitir que o luto seja vivido de maneira respeitosa e saudável. Com informações: g1




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