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Hoje é Quinta-feira, 26 de Fevereiro de 2026.
O acordo comercial entre Mercosul e União Europeia, que criará uma das maiores áreas de livre comércio do mundo, já movimenta o setor de móveis de madeira do Brasil. Atualmente, a tarifa média de exportação para o bloco é de 8,7%, valor que será reduzido gradualmente até ser zerado em 10 anos. Segundo a gestora nacional da Indústria do Sebrae, Renata Cândida, a medida aumenta a competitividade dos produtos brasileiros.
“Quando as tarifas forem reduzidas, o móvel brasileiro tende a chegar ao comprador europeu com melhor condição de preço, abrindo espaço para aumentar volume, diversificar clientes e vender itens de maior valor agregado”, afirma Renata.
Dados da ApexBrasil e da Abimóvel indicam que, em 2024, o Brasil exportou US$ 763,1 milhões em móveis e colchões acabados, sendo 83,4% móveis prontos, com destaque para móveis de madeira para dormitórios (39,2%) e outros móveis de madeira (28,1%).
Além da redução tarifária, há medidas que beneficiam especialmente pequenos negócios, como portal público de consulta por código tarifário, manutenção do incentivo fiscal ao exportador (drawback) e autocertificação de origem, reduzindo custos e burocracia.
A União Europeia apresenta maior demanda por móveis de madeira e suas partes, especialmente produtos com madeira certificada, design diferenciado e marca consolidada. Pequenos empresários devem atender a exigências de conformidade, rastreabilidade da madeira, documentação de comércio exterior, requisitos técnicos e logística adequada para garantir acesso ao mercado europeu.
Cíntia Weirich, empresária de móveis de madeira em Bento Gonçalves (RS), destaca que o acordo representa oportunidade de ampliar mercados, mas reforça que o sucesso depende da preparação: qualidade do produto, origem da madeira e capacidade de entrega são fatores determinantes para converter a abertura comercial em vendas duradouras. Com informações: Agência Sebrae
