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Polilaminina apresenta resultados promissores na reversão de casos de paraplegia e tetraplegia

Substância desenvolvida por pesquisadora da UFRJ está em fase 1 de estudos clínicos após aprovação da Anvisa.
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Legenda da foto: A pesquisadora Tatiane Coelho Sampaio coordena estudos sobre a polilaminina na UFRJ (Foto: Reprodução/YouTube). Por: Editorial | 25/02/2026 10:27

A cientista Tatiane Coelho Sampaio tem ganhado destaque nacional após o desenvolvimento da polilaminina, uma substância que vem apresentando resultados promissores na recuperação de movimentos em pacientes com lesões medulares. Bióloga, professora e pesquisadora da Universidade Federal do Rio de Janeiro, ela dedica-se ao estudo da molécula desde 1997.

A polilaminina é uma rede de proteínas criada integralmente em laboratório a partir da laminina, proteína essencial da matriz extracelular. A matéria-prima é extraída da placenta, onde o composto atua de forma fundamental durante o desenvolvimento embrionário. Segundo a pesquisadora, a substância estimula o crescimento do axônio, estrutura do neurônio que é rompida em casos de lesão medular, possibilitando a reconexão entre neurônios e o restante do corpo.

Nos estudos preliminares, seis dos oito pacientes que receberam a aplicação da substância apresentaram algum nível de recuperação dos movimentos. Embora o número ainda seja reduzido, os resultados são considerados inéditos no campo da medicina regenerativa.

Entre os casos acompanhados está o de Bruno Freitas, que sofreu um acidente automobilístico em 2018 e perdeu os movimentos do pescoço para baixo. Após cirurgia com aplicação da polilaminina na medula, ele apresentou os primeiros sinais de recuperação em duas semanas. Atualmente, realiza atividades físicas e não necessita de cadeira de rodas.

Outro caso é o da nutricionista Flávia Bueno, diagnosticada com tetraplegia após uma lesão durante mergulho. Internada no Hospital Israelita Albert Einstein, ela recebeu a substância e passou a apresentar movimentos no braço direito.

O medicamento está na fase 1 de estudos clínicos, após aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Nessa etapa, os pesquisadores avaliam principalmente a segurança e os possíveis efeitos adversos da aplicação, além da eficácia preliminar.

Apesar de ainda não estar disponível para comercialização, pacientes têm recorrido à Justiça para obter autorização para uso experimental. Especialistas ressaltam que os resultados finais dependem do acompanhamento clínico ao longo dos próximos meses, mas classificam os avanços como relevantes e sem precedentes na área. Com informações: Ivinotícias




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