|
Hoje é Quinta-feira, 26 de Fevereiro de 2026.
O governo central registrou superávit primário de R$ 86,9 bilhões em janeiro, informou nesta quarta-feira o Tesouro Nacional. Apesar do resultado positivo, o desempenho ficou abaixo da expectativa do mercado e representou queda real de 2,2% em relação ao mesmo mês de 2025.
Economistas consultados pela Reuters projetavam superávit de R$ 88,8 bilhões para o período. O resultado engloba as contas do Tesouro Nacional, do Banco Central do Brasil e da Previdência Social.
O saldo de janeiro decorreu de receitas líquidas, já descontadas as transferências a Estados e municípios, que somaram R$ 272,785 bilhões, com crescimento real de 1,2% frente ao mesmo mês do ano anterior. As despesas totais alcançaram R$ 185,885 bilhões, alta real de 2,9% na mesma base de comparação.
Apesar de inferior ao projetado, o desempenho foi o quarto melhor para meses de janeiro desde o início da série histórica, em 1997, considerando valores corrigidos pela inflação. O resultado ficou atrás apenas dos registrados em janeiro de 2022, 2023 e 2025.
Entre os principais destaques da arrecadação estão o aumento de R$ 2,7 bilhões nas receitas com Imposto sobre Operações Financeiras, impulsionado pela elevação de alíquotas no ano passado, e o crescimento de R$ 3,9 bilhões na arrecadação do Imposto de Renda. Em contrapartida, houve queda de R$ 1,4 bilhão na receita com Imposto de Importação.
No lado das despesas, o avanço foi influenciado principalmente pelo aumento de R$ 4 bilhões nos gastos previdenciários e de R$ 3,3 bilhões nas despesas com pessoal em relação a janeiro de 2025.
No acumulado dos últimos 12 meses, o governo central apresentou déficit de R$ 62,7 bilhões, equivalente a 0,47% do Produto Interno Bruto. A meta fiscal para 2026 prevê superávit primário de 0,25% do PIB, com margem de tolerância de 0,25 ponto percentual para cima ou para baixo. Com informações: IstoÉDinheiro
