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AC/DC retorna ao Brasil após 16 anos e mostra fôlego em apresentação histórica em São Paulo

Angus Young e Brian Johnson lideram espetáculo no MorumBIS com solo de mais de dez minutos, efeitos pirotécnicos e repertório repleto de clássicos.
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Brian Johnson e Angus Young durante apresentação do AC/DC no estádio MorumBIS, em São Paulo, em 2026 (Foto: MRossi/Live Nation Brasil). Por: Editorial | 25/02/2026 07:25

Após 16 anos sem se apresentar no país, o AC/DC voltou ao Brasil e reuniu cerca de 70 mil pessoas no estádio MorumBIS, em São Paulo, na noite de terça-feira, 24 de fevereiro de 2026. A apresentação marcou a primeira de três datas no país e evidenciou a vitalidade de dois remanescentes da formação clássica, o guitarrista Angus Young, de 70 anos, e o vocalista Brian Johnson, de 78.

Formada em 1973, na Austrália, a banda mostrou que permanece como uma das principais representantes do rock em atividade. Mesmo com mudanças na formação ao longo dos anos, o grupo manteve a essência sonora que consolidou sua trajetória internacional. No palco paulistano, o repertório priorizou grandes sucessos, com poucas incursões no álbum Power Up, lançado em 2020.

Desde os primeiros acordes de If You Want Blood (You've Got It), a plateia respondeu de forma intensa. Na sequência, Back in Black, faixa-título de um dos discos mais vendidos da história da indústria fonográfica, reforçou o clima de celebração. Ao longo da noite, Johnson, recuperado de problemas auditivos que o afastaram temporariamente da banda em turnês anteriores, demonstrou entrega e carisma, compensando eventuais limitações vocais com entusiasmo e forte interação com o público.

Ao lado dos veteranos, participaram o guitarrista Stevie Young, substituto de Malcolm Young desde 2014, além do baixista Chris Chaney e do baterista Matt Laug, que assumiram os postos deixados por Cliff Williams e Phil Rudd. A nova formação sustentou a potência sonora característica do grupo, especialmente em momentos como Jailbreak e Dirty Deeds Done Dirt Cheap, impulsionados pela precisão da bateria.

O espetáculo também foi marcado por elementos visuais tradicionais da banda. Em Thunderstruck e Highway to Hell, Angus Young manteve os gestos e movimentos que o tornaram símbolo do rock, incluindo os característicos pulos e a performance com uniforme escolar. Em Whole Lotta Rosie, a tradicional boneca inflável deu lugar a uma versão digital exibida nos telões, atualização que não diminuiu o entusiasmo da plateia.

Um dos pontos altos da apresentação foi o solo de guitarra de Angus Young em Let There Be Rock, com mais de dez minutos de duração. O músico percorreu diferentes áreas do palco e foi elevado em plataforma, sob aplausos e silêncio reverente do público. O encerramento ocorreu com T.N.T. e For Those About to Rock (We Salute You), acompanhada pelos tradicionais canhões cenográficos, recurso utilizado pela banda desde o início da década de 1980.

O retorno do AC/DC ao Brasil reafirmou a força de um repertório construído ao longo de mais de cinco décadas. Para os fãs que aguardaram mais de uma década e meia pela nova passagem da banda, a apresentação confirmou que, mesmo com o avanço da idade, Angus Young e Brian Johnson seguem como protagonistas de um espetáculo vigoroso e fiel à tradição do grupo. Com informações: g1




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