| Hoje é Terça-feira, 24 de Fevereiro de 2026.

Dólar recua a R$ 5,14 com tarifas dos EUA no radar; Ibovespa supera 191 mil pontos

Investidores acompanham entrada em vigor de nova taxa comercial nos Estados Unidos, dados do setor externo brasileiro e falas de dirigentes do Federal Reserve.
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Cédulas de dólar em circulação; moeda norte-americana opera em queda nesta terça-feira, enquanto o Ibovespa avança e supera os 191 mil pontos. (Foto: John Guccione/Pexels) Por: Editorial | 24/02/2026 13:31

O dólar opera em queda nesta terça-feira, 24 de fevereiro de 2026, após inverter o sinal positivo observado na abertura do pregão. Por volta das 14h, a moeda norte-americana recuava 0,36%, cotada a R$ 5,1497, depois de atingir a mínima de R$ 5,1424. Na sessão anterior, havia fechado com baixa de 0,14%, a R$ 5,1685.

Já o Ibovespa, principal índice da B3, avançava 1,34% no mesmo horário, aos 191.378 pontos, aproximando-se de novo recorde histórico. No acumulado do ano, o índice registra alta superior a 17%.

No cenário internacional, os investidores monitoram a entrada em vigor de uma tarifa adicional de 10% sobre produtos importados pelos Estados Unidos que não estejam cobertos por isenções. A medida foi formalizada pela Alfândega e Proteção de Fronteiras do país e corresponde ao percentual inicialmente anunciado pelo presidente Donald Trump. A expectativa, segundo veículos internacionais, é de que a alíquota possa ser elevada para 15% por meio de decreto posterior.

A nova rodada de tarifas amplia a incerteza quanto à política comercial norte-americana e seus reflexos sobre cadeias globais de produção, afetando diretamente commodities metálicas como aço e alumínio, que seguem sujeitas a alíquotas elevadas.

Também no radar estão declarações de dirigentes do Federal Reserve. A diretora Lisa Cook afirmou que a expansão da inteligência artificial pode provocar mudanças estruturais no mercado de trabalho dos EUA, com possíveis impactos sobre desemprego e inflação. Já Austan Goolsbee, presidente da distrital de Chicago, indicou que novos cortes de juros poderão ocorrer caso a inflação continue convergindo para a meta de 2%, mas ressaltou cautela diante da persistência das pressões inflacionárias.

No Brasil, dados divulgados pelo Banco Central do Brasil apontaram déficit de US$ 8,4 bilhões nas transações correntes em janeiro de 2026, inferior ao registrado no mesmo mês do ano anterior. Em 12 meses até janeiro, o déficit acumulado caiu para US$ 67,6 bilhões, equivalente a 2,92% do Produto Interno Bruto.

No campo político-econômico, a representação brasileira no Parlamento do Mercosul aprovou o acordo de livre comércio entre o bloco sul-americano e a União Europeia, cujo texto ainda depende de votação no plenário da Câmara dos Deputados.

Nos mercados internacionais, as bolsas de Nova York operavam em alta no início da tarde, enquanto as principais praças europeias registravam variações modestas. Na Ásia, os índices fecharam majoritariamente em alta, impulsionados por expectativas relacionadas ao comércio exterior e à recuperação da economia chinesa. Com informações: g1




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