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Hoje é Quinta-feira, 26 de Fevereiro de 2026.
A policial militar encontrada com um tiro na cabeça dentro do apartamento onde morava, no Brás, região central de São Paulo, foi identificada como Gisele Alves Santana, de 32 anos. A morte ocorreu na manhã da última quarta-feira (18) e, inicialmente, foi registrada como suicídio. No entanto, a natureza da ocorrência foi alterada após o depoimento da mãe da vítima.
“Jamais tiraria a própria vida. Ela tinha sonhos e planos. O sonho dela era viver e dar o melhor para a filha. Era muito amorosa. Só tinha amor e amava a vida, e todo dia minha filha dizia que sofria violência psicológica”, afirmou à TV Globo.
Gisele vivia com o marido, o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, com quem estava desde 2014. Ela deixou uma filha de sete anos, de um relacionamento anterior.
Segundo o boletim de ocorrência, o oficial estava no imóvel no momento do disparo. Ele relatou que tomava banho quando ouviu um barulho e, ao sair, encontrou a esposa caída no chão, com uma arma na mão e sangramento intenso.
A família afirma que a policial enfrentava um relacionamento abusivo. De acordo com a mãe, Marinalva, a filha sofria violência psicológica e se sentia oprimida. Ela relatou que o marido a proibia de usar batom e salto alto, e que Gisele deixava frascos de perfume no quartel para que ele não percebesse.
“Ela o conheceu no primeiro batalhão. Pelas coisas que comentava, eu já via que não ia dar certo desde o começo. Fui dando conselhos, alertando, mas não teve jeito”, disse.
Dias antes da morte, segundo o pai da policial, José Simonal Teles de Santana, a filha teria pedido ajuda para se separar. “Ela ligou chorando e disse: ‘pai, vem me buscar’”, contou.
Gisele ingressou na Polícia Militar como soldado em 2014, após receber apoio da família para seguir a carreira, um sonho antigo. Familiares afirmam que ela se preparava para assumir um trabalho no Tribunal de Justiça.
Após ser encontrada ferida, a policial foi levada ao Hospital das Clínicas, mas não resistiu. Ela foi enterrada na manhã de sexta-feira (20), em Mogi das Cruzes.
O caso é investigado pelo 8° Distrito Policial do Brás e acompanhado pela Corregedoria da Polícia Militar. Até o momento, o tenente-coronel não é considerado suspeito.
Em depoimento, ele afirmou que o relacionamento era conturbado e que, naquela manhã, havia ido ao quarto da esposa propor a separação. Segundo o oficial, boatos sobre um suposto relacionamento extraconjugal teriam provocado crises de ciúmes e discussões frequentes, levando o casal a dormir em quartos separados.
O tenente-coronel declarou que mantém uma arma de fogo sobre o armário no quarto onde dorme, e que o disparo que matou Gisele teria sido feito com essa arma. O caso segue sob investigação para esclarecer as circunstâncias da morte. Com informações: g1
