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Anvisa registra 65 mortes suspeitas associadas a canetas emagrecedoras

Sistema de farmacovigilância contabiliza mais de 2,4 mil eventos adversos; agência afirma que não há comprovação de relação direta.
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Medicamentos conhecidos como canetas emagrecedoras estão sob monitoramento da Anvisa após registros de eventos adversos no sistema Vigimed (Foto: Reprodução/Freepik) Por: Editorial | 23/02/2026 10:13

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária informou ter recebido 65 notificações de mortes suspeitas associadas ao uso de medicamentos conhecidos como canetas emagrecedoras no período de 1º de dezembro de 2018 a 7 de dezembro de 2025.

No mesmo intervalo, o sistema Vigimed, banco oficial de farmacovigilância da agência, registrou 2.436 notificações de eventos adversos relacionados aos princípios ativos semaglutida, liraglutida, dulaglutida e tirzepatida. Segundo a Anvisa, uma única notificação pode incluir mais de um evento adverso e diferentes desfechos clínicos.

A agência ressalta que o registro de uma morte no sistema não significa, automaticamente, que o medicamento tenha sido a causa do óbito. Para a confirmação de relação causal, é necessária avaliação clínica e científica detalhada, considerando fatores como o estado de saúde do paciente, uso concomitante de outros medicamentos, qualidade das informações prestadas e a regularidade do produto utilizado.

Os princípios ativos monitorados são indicados principalmente para o tratamento do diabetes tipo 2 e, em alguns casos, também para obesidade. Entre as marcas mencionadas nas notificações estão Ozempic, Wegovy, Saxenda, Victoza, Mounjaro e Trulicity.

De acordo com os dados detalhados, a maioria das notificações envolve pacientes do sexo feminino. No entanto, a Anvisa informa que não é possível identificar, em todos os casos, se os medicamentos eram produtos regularizados no Brasil, manipulados ou importados sem registro, já que parte das notificações não apresenta essa especificação.

Sistemas como o Vigimed funcionam como ferramenta de monitoramento pós-comercialização e reúnem relatos espontâneos feitos por profissionais de saúde, pacientes e empresas, com o objetivo de identificar possíveis sinais de risco. A existência das notificações, por si só, não comprova que os medicamentos sejam inseguros nem estabelece relação direta entre o uso e os eventos relatados.

O número de 65 mortes amplia o escopo de eventos adversos monitorados ao longo de sete anos. No início do mês, levantamento havia identificado seis mortes suspeitas por pancreatite. Agora, os dados incluem diferentes tipos de ocorrências registradas no período.

As fabricantes dos medicamentos afirmam que os produtos seguem padrões internacionais de segurança e que os riscos conhecidos constam em bula. A Novo Nordisk informou que terapias baseadas em incretina possuem advertência sobre risco de pancreatite e orienta que pacientes procurem atendimento médico ao apresentar sintomas. Já a Eli Lilly declarou que monitora continuamente a segurança de seus produtos e que a pancreatite aguda é considerada reação adversa incomum, recomendando a suspensão do uso em caso de suspeita. Com informações: Bacci Notícias




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