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Donald Trump e o tarifaço: entenda as mudanças e como ficam as cobranças para o Brasil

Após decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos, presidente anuncia novo instrumento legal para manter tarifas e reacende debate sobre impactos comerciais.
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Suprema Corte dos EUA derrubou o tarifaço de Trump, que reagiu com anúncio de nova tarifa global de 15% (Foto: Divulgação) Por: Editorial | 23/02/2026 06:35

A decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos de anular o tarifaço imposto por Donald Trump, seguida do anúncio de uma nova tarifa global de 15%, gerou dúvidas sobre como ficam as cobranças sobre produtos brasileiros exportados aos EUA.

Na sexta-feira (20), o tribunal invalidou as tarifas aplicadas com base na Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (IEEPA). Com isso, caíram tanto a chamada tarifa recíproca de 10%, anunciada em abril de 2025, quanto a sobretaxa de 40% imposta a diversos itens brasileiros.

Nova tarifa global

No mesmo dia da decisão, Trump anunciou uma tarifa temporária global de 10% por até 150 dias, utilizando dispositivo da Lei de Comércio de 1974. No sábado (21), elevou a alíquota para 15%, dentro do limite da Seção 122 da legislação, que permite a aplicação de tarifas por até 150 dias antes de avaliação do Congresso.

A nova taxa, prevista para entrar em vigor à 00h01 (horário de Washington) da terça-feira (24), atinge todos os países que mantêm relações comerciais com os EUA, com exceções para determinados produtos, como minerais críticos, itens agrícolas e componentes eletrônicos.

Como ficam as tarifas para o Brasil

Na prática, segundo o especialista em comércio exterior Jackson Campos, a maior parte dos produtos brasileiros passa a pagar a tarifa normal já existente, acrescida do adicional temporário global de 15%.

Antes da decisão judicial, cerca de 22% das exportações brasileiras estavam sujeitas à sobretaxa de 40%. Com a derrubada da medida, esses percentuais deixaram de valer.

No entanto, o aço e o alumínio seguem com tarifa de 50%, aplicada com base na Seção 232 — instrumento que não foi afetado pela decisão da Suprema Corte — e que agora se soma aos 15% adicionais, mantendo o custo elevado para esses setores.

Brasil e China entre os mais beneficiados

De acordo com relatório da organização internacional Global Trade Alert, o Brasil e a China são os países mais beneficiados pelas mudanças.

O Brasil terá a maior redução nas tarifas médias, com queda de 13,6 pontos percentuais. A China aparece em seguida, com recuo de 7,1 pontos, e a Índia com 5,6 pontos.

Governo brasileiro comemora decisão

O vice-presidente Geraldo Alckmin, que também comanda o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, comemorou a decisão da Suprema Corte, avaliando que o Brasil voltou a ter condições equivalentes às de seus concorrentes.

Após o anúncio da elevação para 15%, Alckmin afirmou que a medida não compromete a competitividade brasileira por ser aplicada de forma uniforme a todos os países.

Segundo ele, em alguns setores a tarifa foi zerada, como combustível, carne, café, celulose, suco de laranja e aeronaves. O ministro ainda destacou a possibilidade de avanço nas negociações bilaterais durante a viagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva aos Estados Unidos, prevista para março.

De acordo com cálculo da Confederação Nacional da Indústria, com base em dados da Comissão de Comércio Internacional dos EUA, a decisão da Suprema Corte afeta US$ 21,6 bilhões em exportações brasileiras ao país.

O cenário agora é de transição e negociação, com impacto direto sobre setores estratégicos da economia brasileira. Com informações: g1




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