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Hoje é Quinta-feira, 26 de Fevereiro de 2026.
As micro e pequenas empresas brasileiras iniciaram 2026 com sinais de recuperação na confiança e no acesso ao crédito. Após queda registrada no segundo semestre do ano passado, o Índice de Confiança das Micro e Pequenas Empresas voltou a crescer em janeiro e atingiu o melhor resultado dos últimos 12 meses. O indicador avançou 2,3 pontos em relação a dezembro e alcançou 91,4 pontos.
O levantamento foi realizado pelo Sebrae em parceria com a Fundação Getulio Vargas. No mesmo período, o índice que mede o acesso ao crédito também apresentou melhora e chegou a 106,4 pontos, igualmente o maior patamar em um ano. De acordo com o estudo, a retomada está associada principalmente ao avanço nos indicadores de volume de demanda prevista e tendência dos negócios.
O presidente do Sebrae, Décio Lima, atribuiu o resultado às medidas adotadas para estimular a economia. Segundo ele, o país registrou recorde no número de novas empresas abertas e atingiu o menor nível de desemprego desde o início da série histórica, fatores que contribuíram para a retomada do otimismo entre os empreendedores.
Os dados mostram que o número de pedidos às micro e pequenas empresas voltou a crescer no início do ano, mesmo após o cenário menos favorável observado em dezembro de 2025. Entre os setores analisados, a Indústria retomou a liderança no índice de confiança, com 90,4 pontos, seguida pelo Comércio, com 89,9 pontos, e pelo setor de Serviços, com 88,4 pontos. A variação positiva foi registrada nos três segmentos, com destaque para a Indústria, que avançou 6,6 pontos, enquanto o Comércio cresceu 6,1 pontos e os Serviços 1,4 ponto.
Regionalmente, o aumento da confiança foi observado em todas as regiões do país. A Região Sul apresentou o maior crescimento, com alta de 6,2 pontos, seguida pelo Sudeste, com 1,7 ponto, Nordeste, com 1,5 ponto, e Norte e Centro Oeste, com 0,2 ponto.
Na Indústria, os principais destaques foram os segmentos de refino e produtos químicos, metalurgia e produtos de metal. No Comércio, o desempenho positivo foi puxado especialmente pelo comércio de material de construção, veículos, motos e peças, além do varejo de vestuário. No setor, o componente que mede as expectativas para os próximos meses atingiu 97,2 pontos, o maior nível desde fevereiro de 2020.
Nos Serviços, contribuíram para a melhora os segmentos de serviços prestados às famílias, informação e comunicação, serviços profissionais e transportes. Com informações: Agência Sebrae
