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Ponte Internacional da Rota Bioceânica entra na fase final e “beijo” entre lados é previsto para maio de 2026

Estrutura estaiada ligará Porto Murtinho, no Brasil, a Carmelo Peralta, no Paraguai, e promete agilizar exportações para a Ásia.
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Obra da Ponte Internacional da Rota Bioceânica, que ligará Porto Murtinho a Carmelo Peralta, no Paraguai, entra na fase final com fechamento da aduela previsto para maio de 2026 (Foto: Saul Schramm/Secom MS) Por: Editorial | 20/02/2026 07:57

A Ponte Internacional da Rota Bioceânica, obra estratégica para a economia sul-americana, chega à fase final da ligação entre Porto Murtinho, em Mato Grosso do Sul, e Carmelo Peralta, no Paraguai. Com 1.294 metros de extensão e 21 metros de largura, a ponte tem cerca de 101 metros restantes para o fechamento total. A aduela de fechamento – técnica que une as estruturas, popularmente chamada de “beijo” – está prevista para o final de maio de 2026, conforme informações dos responsáveis pela construção.

Após a conclusão desta etapa, serão realizados serviços complementares, como a instalação de cabos de aço embutidos na laje de concreto armado do piso, retencionamento dos 168 estais que sustentam o vão central e a colocação de 168 amortecedores nos cabos. Os pilares principais e os cabos receberão sensores eletrônicos que monitoram cargas em tempo real, inclusive durante a passagem de veículos ou ocorrência de problemas estruturais.

(Foto: Saul Schramm/Secom MS)

Outros trabalhos previstos incluem a iluminação fluvial para garantir a navegação segura no Rio Paraguai, acabamento do piso da ponte e instalação de grades de proteção para pedestres e ciclistas, com ciclovia inclusa. Posteriormente, serão realizados asfaltamento, pintura, colocação de placas sinalizadoras e iluminação ornamental. A entrega completa da ponte está prevista para agosto de 2026.

A ponte estaiada integra o Corredor Rodoviário de Capricórnio, conhecido como Rota Bioceânica, que ligará os portos do norte do Chile, passando por Paraguai e Argentina, até portos brasileiros como o de Porto Murtinho. O corredor deverá reduzir em mais de 9,7 mil quilômetros a rota marítima das exportações brasileiras para a Ásia, diminuindo em 23% o tempo de transporte, o equivalente a 12 a 17 dias.

(Foto: Saul Schramm/Secom MS)

Além da ponte e de seus acessos, serão construídas infraestruturas alfandegárias integradas nos dois lados da fronteira. A Receita Federal estima um fluxo inicial de 250 caminhões por dia, podendo aumentar à medida que a Rota Bioceânica se consolide como alternativa logística de exportação e importação para o Mercosul e a Ásia. Com informações: Agência MS GOV




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