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Hoje é Quinta-feira, 26 de Fevereiro de 2026.
A Ponte Internacional da Rota Bioceânica, obra estratégica para a economia sul-americana, chega à fase final da ligação entre Porto Murtinho, em Mato Grosso do Sul, e Carmelo Peralta, no Paraguai. Com 1.294 metros de extensão e 21 metros de largura, a ponte tem cerca de 101 metros restantes para o fechamento total. A aduela de fechamento – técnica que une as estruturas, popularmente chamada de “beijo” – está prevista para o final de maio de 2026, conforme informações dos responsáveis pela construção.
Após a conclusão desta etapa, serão realizados serviços complementares, como a instalação de cabos de aço embutidos na laje de concreto armado do piso, retencionamento dos 168 estais que sustentam o vão central e a colocação de 168 amortecedores nos cabos. Os pilares principais e os cabos receberão sensores eletrônicos que monitoram cargas em tempo real, inclusive durante a passagem de veículos ou ocorrência de problemas estruturais.
(Foto: Saul Schramm/Secom MS)
Outros trabalhos previstos incluem a iluminação fluvial para garantir a navegação segura no Rio Paraguai, acabamento do piso da ponte e instalação de grades de proteção para pedestres e ciclistas, com ciclovia inclusa. Posteriormente, serão realizados asfaltamento, pintura, colocação de placas sinalizadoras e iluminação ornamental. A entrega completa da ponte está prevista para agosto de 2026.
A ponte estaiada integra o Corredor Rodoviário de Capricórnio, conhecido como Rota Bioceânica, que ligará os portos do norte do Chile, passando por Paraguai e Argentina, até portos brasileiros como o de Porto Murtinho. O corredor deverá reduzir em mais de 9,7 mil quilômetros a rota marítima das exportações brasileiras para a Ásia, diminuindo em 23% o tempo de transporte, o equivalente a 12 a 17 dias.
(Foto: Saul Schramm/Secom MS)
Além da ponte e de seus acessos, serão construídas infraestruturas alfandegárias integradas nos dois lados da fronteira. A Receita Federal estima um fluxo inicial de 250 caminhões por dia, podendo aumentar à medida que a Rota Bioceânica se consolide como alternativa logística de exportação e importação para o Mercosul e a Ásia. Com informações: Agência MS GOV
