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Hoje é Quinta-feira, 19 de Fevereiro de 2026.
A prisão preventiva de um homem de 55 anos, nesta quinta-feira (19), representou uma reviravolta nas investigações sobre a morte de Giovanna dos Reis Costa, assassinada em 2006 em Quatro Barras, na Região Metropolitana de Curitiba. O caso, que anteriormente resultou na prisão e posterior absolvição de três homens, foi reaberto pela Polícia Civil do Paraná após o surgimento de novos depoimentos considerados decisivos.
Em coletiva, a delegada Camila Cecconello informou que duas mulheres foram fundamentais para a reviravolta. Entre elas, a enteada do suspeito relatou abusos sexuais sofridos entre os 9 e 12 anos, e que era constantemente ameaçada pelo homem, que dizia já ter feito mal a uma “Giovanna” e que ela seria a próxima se denunciasse. A jovem só compreendeu o significado da ameaça anos depois, em 2018, ao descobrir sobre outra prisão do suspeito relacionada à instalação de câmeras ocultas em uma lanchonete.
Com os novos depoimentos, o inquérito foi reaberto e provas antigas revisadas ganharam novo peso. Em 2006, o suspeito já estava entre os principais investigados. A perícia constatou um colchão com mancha suspeita, que foi destruído e a residência lavada com produtos químicos antes do retorno da equipe. Também foi apreendido um fio de luz compatível com o utilizado para amarrar o corpo da vítima, de mesma marca, bitola e dimensões.
Outros elementos reforçaram a ligação do suspeito com o crime, como uma sacola de supermercado contendo roupas da vítima e relatos de uma ex-companheira detalhando como o homem teria atraído Giovanna, cometido sufocamento e violência sexual, e ocultado o corpo para incriminar terceiros.
O suspeito possui antecedentes por violência sexual e importunação sexual, e há relatos de abusos contra outros filhos de ex-companheiras. Preso preventivamente, ele optou por permanecer em silêncio e só se manifestará em juízo. Objetos de cunho sexual foram apreendidos em sua residência.
Segundo a delegada, não há indícios de motivação ritualística. A linha de investigação indica que o crime foi cometido para evitar que Giovanna o reconhecesse. O inquérito deve ser concluído em até dez dias e encaminhado ao Ministério Público, que poderá oferecer denúncia para julgamento no Tribunal do Júri.
Giovanna desapareceu em 10 de abril de 2006, enquanto vendia rifas de Páscoa. Seu corpo foi encontrado amarrado com fios elétricos dentro de um saco plástico em terreno baldio. O crime chocou a cidade, e três homens inicialmente presos foram posteriormente absolvidos após seis anos de detenção. Com informações: Banda B
