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O ex-príncipe Andrew foi preso nesta quinta-feira, 19 de fevereiro, no Reino Unido, no âmbito de uma investigação que apura suspeitas de má conduta no exercício de cargo público. A Polícia do Vale do Tâmisa confirmou a detenção de um homem na casa dos 60 anos após avaliação minuciosa dos fatos, mantendo o suspeito sob custódia. Embora não tenha citado nominalmente Andrew Mountbatten Windsor, veículos britânicos confirmaram que se trata do ex-integrante da família real.
A suspeita central é de que Andrew tenha compartilhado relatórios confidenciais com o financista Jeffrey Epstein enquanto atuava como representante especial do Reino Unido para o Comércio Internacional. A investigação foi aberta cerca de uma semana antes da prisão, após a divulgação de novos documentos relacionados ao caso Epstein.
A prisão ocorreu na residência onde Andrew estava vivendo em Sandringham. Viaturas policiais foram vistas no local durante a manhã. Também foram realizadas buscas em endereços ligados ao investigado nos condados de Berkshire e Norfolk, com apoio da polícia local.
Segundo as autoridades, a detenção não implica culpa automática. A polícia afirmou ter motivos razoáveis para suspeitar que um crime possa ter ocorrido, mas ressaltou que a apuração ainda está em andamento. Andrew poderá permanecer detido por até 96 horas para interrogatório, conforme previsto na legislação britânica. Durante esse período, os investigadores devem aprofundar as diligências, analisar documentos e reunir eventuais provas.
Entre os próximos passos, a polícia precisa determinar se os documentos em questão estavam sob responsabilidade de Andrew, se foram efetivamente compartilhados e se houve ilegalidade na conduta. Caso sejam reunidas evidências suficientes, o material poderá fundamentar eventual acusação formal na Justiça britânica.
Andrew também já enfrentou acusações de agressão sexual feitas por Virginia Giuffre, que o acusou de tê-la abusado quando era menor de idade. Ele sempre negou as acusações. Sua relação com Epstein, condenado por crimes sexuais e morto em 2019, provocou forte repercussão pública e pressão sobre a família real britânica.
Em outubro, Andrew foi destituído de seus títulos reais pelo rei Charles III. Ele também deixou sua residência oficial em Windsor e passou a viver em uma propriedade em Sandringham. A prisão marca mais um capítulo na crise envolvendo o ex-príncipe, que já havia se afastado da vida pública após entrevista controversa concedida à BBC em 2019.
Caso seja considerado culpado pelo crime de má conduta no exercício de cargo público, Andrew poderá enfrentar pena severa, conforme prevê a legislação do Reino Unido. Com informações: g1
