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Hoje é Quinta-feira, 26 de Fevereiro de 2026.
Pesquisadores anunciaram a identificação de uma nova espécie de dinossauro após a análise de fósseis encontrados na China. Batizado de Haolong dongi, o animal pertence ao grupo dos Iguanodontes, dinossauros herbívoros que viveram milhões de anos atrás e apresentavam adaptações corporais distintas entre as espécies conhecidas.
O achado chamou atenção da comunidade científica porque, além do esqueleto relativamente completo, fragmentos de pele estavam preservados, o que é uma raridade no registro fóssil. A conservação excepcional permitiu aos especialistas examinar estruturas microscópicas e propor uma reconstrução detalhada da aparência do animal, incluindo características superficiais incomuns.
O nome da espécie homenageia o paleontólogo Dong Zhiming, reconhecido por sua contribuição aos estudos de dinossauros na China. A pesquisa foi conduzida pelo Centro Nacional Francês de Pesquisa Científica em parceria com a Academia Chinesa de Ciências, e os resultados foram publicados na revista Nature Ecology & Evolution, ampliando o conhecimento sobre a diversidade e a evolução dos dinossauros herbívoros.
O estudo utilizou técnicas modernas de imageamento, como tomografias computadorizadas por raios-X, que permitiram examinar detalhes microscópicos da pele preservada. As análises indicaram que a estrutura celular do tecido resistiu por aproximadamente 125 milhões de anos, nível de conservação considerado excepcional pelos cientistas.
Os exames revelaram ainda a presença de espinhos cutâneos ocos distribuídos pela pele, característica inédita entre dinossauros já descritos. Segundo os pesquisadores, esses espinhos podem ter desempenhado diferentes funções, como mecanismo de defesa contra predadores, auxílio na regulação da temperatura corporal ou papel sensorial, ajudando o animal a perceber mudanças no ambiente.
O exemplar analisado é juvenil, o que levanta questionamentos sobre a permanência dessas estruturas na fase adulta. Novos fósseis de Haolong dongi serão fundamentais para confirmar se os indivíduos maduros mantinham os espinhos ou se havia alterações ao longo do crescimento. Com informações: Bacci Notícias
