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Hoje é Quinta-feira, 26 de Fevereiro de 2026.
A influenciadora Virginia Fonseca enfrentou problemas com a fantasia durante sua estreia como rainha de bateria da Acadêmicos do Grande Rio, na madrugada desta quarta-feira, no desfile do Grupo Especial do Carnaval do Rio de Janeiro, realizado no Sambódromo da Marquês de Sapucaí.
O costeiro utilizado pela rainha pesava cerca de 12 quilos e precisou ser retirado ao longo da apresentação por causa de dores relatadas pela própria influenciadora. Além disso, o tapa-sexo começou a descolar durante a passagem pela Avenida, o que exigiu mais cautela na evolução à frente da bateria. Apesar do incidente, não houve exposição de nudez.
Antes de entrar na Sapucaí, Virginia já havia relatado dificuldades com o figurino. Em transmissão ao vivo, afirmou que o peso da fantasia fazia com que a parte inferior cedesse, causando desconforto. Segundo ela, ajustes foram feitos pouco antes do desfile, com reforço na fixação da peça.
A chegada da rainha ao Setor 1 foi marcada por tumulto. Cercada por admiradores e integrantes da escola, ela seguiu escoltada por seguranças que vestiam camisas com identificação de diretoria. A concentração ocorreu pouco depois da meia-noite, sob forte assédio do público.
A retirada do costeiro levantou questionamentos sobre eventual perda de pontos no quesito Fantasias. O termo rainha de bateria não aparece de forma específica no Manual do Julgador nem no regulamento da Liga Independente das Escolas de Samba. As normas tratam os integrantes de maneira geral dentro dos nove quesitos avaliados.
No quesito Fantasias, os jurados analisam concepção e realização, considerando adequação ao enredo, criatividade, acabamento, harmonia de materiais e possibilidade de boa evolução dos componentes. O regulamento prevê punição em caso de falta significativa de elementos originalmente propostos ou de grande quantidade de problemas em uma mesma ala.
Pelo menos um módulo de julgamento registrou a passagem da rainha sem o costeiro. A eventual penalização dependerá da interpretação do jurado responsável. Na apuração, das quatro notas atribuídas por quesito, a menor é descartada, o que pode reduzir o impacto de eventual desconto.
As normas também determinam a perda de 0,5 ponto para a escola que desfilar com integrante com genitália exposta. No caso da Grande Rio, o tapa-sexo não caiu, e não houve descumprimento dessa regra. Com informações: g1
