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Hoje é Segunda-feira, 16 de Fevereiro de 2026.
Mais de 130 anos após a série de assassinatos que chocou o leste de Londres, pesquisadores e descendentes das vítimas de Jack, o Estripador afirmam que a identidade do criminoso pode finalmente ter sido esclarecida. A nova reviravolta no caso envolve análises de DNA realizadas a partir de um xale supostamente encontrado em uma das cenas do crime.
O principal nome apontado é o de Aaron Kosminski, imigrante polonês que morreu em 1919 e que já havia sido considerado suspeito à época dos assassinatos, ocorridos em 1888. Ele nunca foi formalmente acusado.
De acordo com pesquisadores, o material genético extraído do xale atribuído à vítima Catherine Eddowes foi comparado com o DNA fornecido por um parente de Kosminski. O resultado indicou correspondência de 100%. A análise foi publicada em 2019 no Journal of Forensic Sciences.
O pesquisador Russell Edwards, que liderou as investigações, declarou que a descoberta representa um momento de grande emoção e pode trazer sensação de justiça aos descendentes das vítimas. Familiares também defendem a abertura de um inquérito formal para que a identificação seja oficialmente reconhecida pelas autoridades britânicas.
Apesar da repercussão, especialistas questionam a solidez das conclusões. Cientistas apontam que o estudo não apresentou de forma detalhada as sequências genéticas comparativas de parentes vivos e destacam limitações no uso de DNA mitocondrial, que não permite identificar um indivíduo de maneira definitiva, mas apenas excluir suspeitos.
Mesmo diante das críticas, uma equipe jurídica contratada pelos defensores da tese prepara pedido de inquérito oficial para reavaliar o caso, que permanece como um dos maiores mistérios criminais da história. Com informações: Aventuras na História
