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Imperatriz e Mangueira se destacam na primeira noite do Grupo Especial na Sapucaí

Acadêmicos de Niterói e Portela também desfilaram no domingo de carnaval e todas as escolas cumpriram o tempo máximo de 80 minutos na Avenida.
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Vista geral do Sambódromo da Marquês de Sapucaí durante a primeira noite de desfiles do Grupo Especial no carnaval do Rio de Janeiro, no domingo, 15 de fevereiro (Foto: Reprodução TV Globo) Por: Editorial | 16/02/2026 14:00

A Imperatriz Leopoldinense e a Estação Primeira de Mangueira foram os principais destaques da primeira noite de desfiles do Grupo Especial do carnaval do Rio de Janeiro, realizada no domingo, 15 de fevereiro, e na madrugada de segunda-feira, 16, no Sambódromo da Marquês de Sapucaí. A noite foi marcada por enredos de homenagem e pela valorização das raízes afro-brasileiras. Também passaram pela Avenida a Acadêmicos de Niterói e a Portela. As quatro escolas encerraram suas apresentações dentro do limite máximo de 80 minutos estabelecido pelo regulamento.

A Acadêmicos de Niterói, fundada em 2018, fez sua estreia no Grupo Especial com um enredo em homenagem ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O desfile contou a trajetória do chefe do Executivo desde a infância no Nordeste, a migração para São Paulo, o trabalho como torneiro mecânico e a atuação no movimento sindical até a chegada à Presidência da República. A comissão de frente apresentou uma encenação da rampa do Palácio do Planalto, remetendo à cerimônia de posse. O enredo foi alvo de questionamentos judiciais nos dias que antecederam o carnaval. O Tribunal Superior Eleitoral negou pedido para impedir o desfile, mas alertou para a necessidade de evitar manifestações que pudessem caracterizar propaganda eleitoral. O presidente esteve presente na Sapucaí e cumprimentou integrantes da escola durante a apresentação.

Terceira colocada no carnaval de 2025, a Imperatriz Leopoldinense levou para a Avenida o enredo Camaleônico, em homenagem ao cantor Ney Matogrosso. O desfile destacou diferentes fases da carreira do artista por meio de recursos cênicos e figurinos marcantes. Um dos momentos mais comentados foi a alegoria de um lobisomem de cerca de 20 metros de altura, inspirada na música O Vira. A comissão de frente utilizou efeitos de ilusionismo para representar as múltiplas personas do cantor. A bateria apresentou referências ao álbum Pecado, de 1977, com estética sensual e figurinos em tons de vermelho.

A Portela desfilou na madrugada de segunda-feira com o enredo O Mistério do Príncipe do Bará, a oração do negrinho e a ressurreição de sua coroa sob o céu aberto do Rio Grande. A escola homenageou o Príncipe Custódio e exaltou a cultura afro-gaúcha, com destaque para as religiões de matriz africana. A comissão de frente trouxe representações de orixás, com foco em Exu Bará. Um dos momentos que mais chamou a atenção do público foi a apresentação de um integrante que sobrevoou a Avenida em pé sobre um drone iluminado, simbolizando a redenção do Negrinho do Pastoreio na narrativa do desfile.

Encerrando a primeira noite, a Estação Primeira de Mangueira apresentou o enredo Mestre Sacaca do Encanto Tucuju, o Guardião da Amazônia Negra. A escola homenageou Mestre Sacaca, referência dos saberes afro-indígenas do Amapá, conhecido pelo conhecimento sobre ervas e práticas tradicionais de cuidado. A comissão de frente representou forças ancestrais e elementos da natureza amazônica. A bateria dialogou com o marabaixo, ritmo tradicional do Amapá. Ao fim do desfile, um carro alegórico colidiu com a base do monumento da Praça da Apoteose e precisou ser desmontado para liberar a dispersão. Apesar do incidente, a escola concluiu sua apresentação dentro do tempo regulamentar. Com informações: g1




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