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Hoje é Quarta-feira, 04 de Março de 2026.
O Brasil terá participação expressiva na 76ª edição do Festival Internacional de Cinema de Berlim, conhecido como Berlinale, que será realizada entre 12 e 22 de fevereiro de 2026, na Alemanha. Ao todo, dez produções nacionais integram a programação oficial do evento, distribuídas em mostras como Generation Kplus, Generation 14plus, Panorama, Fórum, Fórum Expanded e Perspectives. A seleção reafirma a diversidade estética e regional do cinema brasileiro e destaca o impacto das políticas públicas de fomento ao setor.
Parte significativa das obras contou com recursos do Ministério da Cultura, da Agência Nacional do Cinema, do Fundo Setorial do Audiovisual, da Lei Paulo Gustavo, da Política Nacional Aldir Blanc e de mecanismos previstos na Lei do Audiovisual, além de apoios estaduais e municipais. Os investimentos consolidados somam 12,9 milhões de reais via Fundo Setorial do Audiovisual e 7,6 milhões de reais por meio da Lei do Audiovisual, conforme dados oficiais.
Na mostra Generation Kplus, dedicada ao público infantojuvenil, três longas-metragens representam o país. A Fabulosa Máquina do Tempo, dirigido por Eliza Capai, recebeu 800 mil reais pela Lei do Audiovisual, 860 mil reais pelo Fundo Setorial do Audiovisual e 300 mil reais pela Lei Paulo Gustavo. Papaya, de Priscilla Kellen, contou com 646 mil reais do Fundo Setorial do Audiovisual por meio do Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul. Completa a seleção Feito Pipa, de Allan Deberton, que obteve 4,7 milhões de reais pelo Fundo Setorial do Audiovisual, sendo cerca de 1 milhão pelo Artigo 1º A e 3 milhões pelo Artigo 3º da Lei do Audiovisual.
Na Generation 14plus, foi selecionado Quatro Meninas, dirigido por Karen Suzane, com aproximadamente 2,2 milhões de reais em investimentos, incluindo recursos via Artigo 1º A.
A mostra Fórum, voltada a produções autorais e experimentais, contará com Fiz um Foguete Imaginando que Você Vinha, de Janaina Marques. O longa recebeu 1,4 milhão de reais por meio da Política Nacional Aldir Blanc, via edital da Secretaria da Cultura do Ceará, e 600 mil reais do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social.
No Fórum Expanded, o curta Floresta do Fim do Mundo, dirigido por Felipe M. Bragança e Denilson Baniwa, recebeu 100 mil reais da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do Rio de Janeiro.
A presença brasileira também se destaca na mostra Panorama. Integram a programação Isabel, coprodução entre França e Brasil dirigida por Gabe Klinger, sem financiamento público brasileiro; Se eu fosse vivo, vivia, de André Novais Oliveira, que recebeu cerca de 1,9 milhão de reais por meio do Fundo Setorial do Audiovisual; e Narciso, coprodução liderada pelo Paraguai com participação minoritária do Brasil, contemplada com aproximadamente 1,5 milhão de reais via Contrato de Coprodução Internacional Cinema 2022.
Completando a participação nacional, Nosso Segredo, dirigido por Grace Passô, integra a mostra Perspectives e recebeu cerca de 1,3 milhão de reais, além de 2,5 milhões vinculados ao Artigo 3º A da Lei do Audiovisual.
Até o momento, as produções selecionadas não têm data confirmada de estreia comercial no Brasil. A participação no festival reforça o papel das políticas públicas na produção e circulação internacional do cinema nacional, ampliando a presença brasileira em um dos principais eventos do setor.
Criado em 1951, o Festival Internacional de Cinema de Berlim é reconhecido mundialmente pela concessão do Urso de Ouro e dos Ursos de Prata, prêmios que figuram entre os mais prestigiados do cinema. O Brasil já conquistou o Urso de Ouro com Central do Brasil, de Walter Salles, e Tropa de Elite, de José Padilha. Em 2025, O Último Azul, de Gabriel Mascaro, venceu o Urso de Prata. Com informações: Agência GOV
