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Mãe dos irmãos desaparecidos em Bacabal levanta suspeitas sobre versão de criança encontrada

Clarice Cardoso aponta contradições no relato de Anderson Kauã e questiona circunstâncias em que o menino foi localizado na mata.
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Clarice Cardoso, mãe das crianças desaparecidas em Bacabal, durante relato sobre o caso nas redes sociais (Foto: Reprodução/Redes Sociais) Por: Editorial | 14/02/2026 11:39

O desaparecimento de três crianças em Bacabal, no Maranhão, continua cercado de mistério e mobiliza autoridades e moradores desde o dia 4 de janeiro. O caso envolve Anderson Kauã, de 8 anos, Ágatha Isabelly, de 6, e Allan Michael, de 4. Kauã foi localizado três dias após o sumiço, mas os dois irmãos seguem desaparecidos.

Clarice Cardoso, mãe de Ágatha e Allan Michael e tia de Kauã, trouxe novas declarações públicas sobre o que o menino teria relatado após ser encontrado. Segundo ela, entender a versão da criança é um desafio, já que Kauã é diagnosticado com transtorno do espectro autista. Por isso, as conversas são conduzidas com cuidado, em momentos de tranquilidade, para evitar pressão.

De acordo com Clarice, o menino confirmou, em determinado momento, que os três entraram sozinhos na mata. No entanto, quando questionado sobre o que aconteceu após isso, ele não consegue detalhar os acontecimentos nem explicar como permaneceram no interior da floresta. A interrupção repentina no relato levanta dúvidas e dificulta o esclarecimento do caso.

Outro ponto que chamou a atenção da família foi um comentário feito por Kauã a outra criança da região, afirmando que teria andado na garupa de uma motocicleta com um homem. A informação sugere a possibilidade de envolvimento de terceiros no desaparecimento. Entretanto, ao ser questionado diretamente por Clarice, o menino voltou atrás e declarou não se lembrar do episódio, aumentando as incertezas em torno do caso.

Além das contradições no relato, familiares levantam suspeitas sobre a forma como Kauã foi encontrado. Dona Francisca, avó das crianças, afirmou que o neto retornou “transformado” e com comportamento considerado “aéreo”. Para ela, há indícios de que o menino possa ter sido submetido a algum tipo de substância.

A avó também questiona a cena em que ele foi localizado. Segundo o relato, as roupas e a sandália estavam organizadas no local. A família argumenta que, se o menino tivesse permanecido nu na mata fechada por dias, apresentaria arranhões ou ferimentos pelo corpo, o que não teria sido constatado.

Diante dessas observações, os familiares trabalham com a hipótese de que Kauã possa ter sido deixado no local onde foi encontrado, levantando a suspeita de manipulação da cena para desviar a atenção das investigações. Enquanto isso, as buscas por Ágatha Isabelly e Allan Michael continuam, e a polícia segue apurando as circunstâncias do desaparecimento. Com informações: Bacci Notícias




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