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Atleta ucraniano é desclassificado na Olimpíada de Inverno por usar capacete que homenageava esportistas mortos na guerra

Esquiador de skeleton foi impedido de competir em Milão-Cortina 2026 ao insistir em usar capacete com imagens de compatriotas mortos durante a invasão russa.
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Vladyslav Heraskevych exibe capacete com imagens de atletas ucranianos mortos na guerra antes de ser desclassificado dos Jogos Olímpicos de Inverno Milano Cortina 2026 (Foto: Athit Perawongmetha/Reuters) Por: Editorial | 14/02/2026 11:25

O atleta ucraniano de skeleton Vladyslav Heraskevych foi desclassificado dos Jogos Olímpicos de Inverno Milano Cortina 2026 após insistir em competir usando um capacete que trazia imagens de esportistas ucranianos mortos desde o início da invasão russa à Ucrânia em 2022. A decisão foi anunciada pelo comitê responsável pouco antes do início da prova, depois que o atleta se recusou a retirar o equipamento e utilizar outro modelo autorizado pela organização.

(Foto: g1)

O capacete foi criado como uma homenagem a mais de 20 atletas e treinadores ucranianos que perderam a vida em decorrência da guerra. Entre os retratados estavam esportistas de diferentes modalidades, como boxe, levantamento de peso e hóquei no gelo. Segundo Heraskevych, o objetivo era prestar tributo aos compatriotas que não puderam continuar suas trajetórias esportivas em razão do conflito, transformando o equipamento em um símbolo de memória e solidariedade.

A organização dos Jogos, representada pelo Comitê Olímpico Internacional e pela Federação Internacional de Bobsleigh e Skeleton, entendeu que o capacete violava as regras de neutralidade previstas para a competição ao exibir imagens consideradas de cunho político ou manifestação pública durante a prova. Como alternativa, foi oferecida a possibilidade de utilizar outro capacete na pista e manter a homenagem em momentos fora da competição. O atleta, no entanto, optou por manter o tributo no equipamento original, mesmo diante do risco de exclusão.

Após a desclassificação, Heraskevych recorreu ao Tribunal Arbitral do Esporte, mas a decisão foi mantida. A medida gerou repercussão internacional e críticas de autoridades ucranianas. O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelenskyy, manifestou apoio ao atleta e elogiou sua postura, destacando o valor simbólico da homenagem às vítimas da guerra. Integrantes da delegação ucraniana também demonstraram solidariedade ao colega durante os Jogos.

O episódio reacendeu o debate sobre os limites das manifestações simbólicas no ambiente olímpico e sobre a aplicação das regras de neutralidade em contextos de conflito internacional. Com informações: g1




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