|
Hoje é Sábado, 21 de Fevereiro de 2026.
Uma análise dos contratos de shows recentes de Melody evidencia o impacto de se alcançar o topo do pop brasileiro: ter a música mais tocada do país às vésperas do carnaval.
O hit “Jetski”, em parceria com Pedro Sampaio, aliado à alta demanda para a temporada de carnaval, fez com que os cachês da cantora triplicassem em apenas um mês. Enquanto no final de dezembro de 2025 Melody cobrava R$ 80 mil por apresentação, no início de fevereiro de 2026 seus shows passaram a ter valor de R$ 250 mil.
Os dados estão disponíveis no Portal Nacional de Contratações Públicas (PNCP), sistema do governo federal que reúne licitações e contratos de órgãos públicos, incluindo prefeituras responsáveis por festas de carnaval.
Embora seja comum que os cachês subam em datas de alta procura como carnaval, fim de ano e festas juninas, o aumento de Melody foi ainda mais expressivo: superior a 200% em relação ao valor anterior, enquanto a média de crescimento dos cachês para o carnaval foi de 27% entre os artistas mais tocados do país.
Entre os contratos analisados, Melody recebeu R$ 80 mil por um show em Salto Grande (SP), no dia 29 de dezembro de 2025. Já os contratos pré-carnaval indicam apresentações por R$ 250 mil em Aracati (CE) e Pentecoste (CE).
O DJ Pedro Sampaio também teve aumento de cachê com o sucesso de “Jetski”. Em dezembro de 2025, ele cobrava R$ 365 mil por show em Barueri (SP), valor que chegou a R$ 750 mil para apresentações no carnaval, como em Cascavel (PR).
Segundo Thiago Abreu, empresário e pai de Melody, o aumento segue a lógica do mercado, mas foi potencializado pelo momento da artista. Ele destaca ainda outro sucesso da filha, a música “Desliza”, com Léo Santana.
Abreu explica que os valores variam de acordo com o tipo de evento. Para boates e baladas, o cachê de Melody era a partir de R$ 30 mil e hoje começa em R$ 80 mil. Já shows de festival exigem maior estrutura, palco, equipe de mais de 20 profissionais e, às vezes, fretamento de jato ou avião, o que encarece o custo.
(Foto: g1)
Para fevereiro, estão previstos cerca de 21 shows, incluindo datas com até três apresentações por dia. A agenda segue com média de 10 shows mensais até dezembro, com março e abril registrando 16 e 14 apresentações, respectivamente. O desafio, segundo o empresário, será manter o novo patamar de valores após o sucesso de “Jetski” diminuir. Com informações: g1
