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Documentos dos EUA revelam que Jeffrey Epstein tem CPF ativo no Brasil

Arquivo do Departamento de Justiça americano cita registro emitido em 2003; Receita Federal confirma que cadastro está regular.
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Registro de CPF em nome de Jeffrey Epstein aparece em documentos divulgados pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos (Foto: Reprodução/Departamento de Justiça dos EUA) Por: Editorial | 12/02/2026 13:30

Documentos divulgados recentemente pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos sobre o caso Jeffrey Epstein indicam que o bilionário, acusado de tráfico sexual de menores e outros crimes, possui um CPF brasileiro.

A informação aparece em uma lista de arquivos tornada pública nas últimas semanas, em uma pasta intitulada “Arquivos diversos”, relacionada ao empresário. Entre os documentos apreendidos e catalogados pelas autoridades americanas, há referência a um CPF registrado em nome de Epstein.

A reportagem confirmou junto à Receita Federal a existência de um CPF emitido em 2003 em nome de Jeffrey Epstein, com data de nascimento em 20 de janeiro de 1953. O cadastro consta como regular na consulta realizada em 12 de fevereiro de 2026.

De acordo com as regras da Receita Federal, estrangeiros que não residem no Brasil podem solicitar inscrição no Cadastro de Pessoas Físicas. O pedido pode ser feito pelo próprio interessado ou por meio de um procurador legalmente autorizado.

Em nota, a Receita Federal informou que a possibilidade de estrangeiros solicitarem CPF está prevista na Instrução Normativa 2.172/2024. O órgão também esclareceu que qualquer medida relacionada ao CPF de pessoa estrangeira falecida só pode ser requerida por inventariante, cônjuge, companheiro ou sucessor legal, no caso de haver bens a inventariar no Brasil; ou por cônjuge, companheiro, parente ou beneficiário de pensão por morte, caso não existam bens a inventariar no país.

Os documentos americanos também revelam que o bilionário chegou a discutir a possibilidade de obter cidadania brasileira. Em troca de e-mails datada de outubro de 2011 com a empresária e investidora alemã Nicole Junkermann, cujo nome aparece em diversos registros ligados ao caso, ela questiona se ele já havia considerado a alternativa. Epstein respondeu que a ideia era interessante, mas mencionou possíveis dificuldades relacionadas a vistos para viagens internacionais. No mesmo dia, os dois teriam se encontrado em um hotel da rede The Ritz-Carlton.

O caso envolvendo Epstein tramita há anos na Justiça dos Estados Unidos. As primeiras denúncias formais surgiram em 2005, quando ele foi investigado por abuso sexual de menores na Flórida. Em 2008, declarou-se culpado por exploração de menores e firmou um acordo que resultou em 13 meses de prisão e pagamento de indenizações.

Em 2019, o acordo foi considerado ilegal por um juiz distrital. No mesmo ano, Epstein foi novamente preso e acusado de operar uma rede de exploração sexual entre 2002 e 2005. Segundo a acusação, ele pagava adolescentes para realizarem atos sexuais e incentivava que recrutassem outras jovens.

Dezenas de mulheres afirmaram ter sido forçadas a prestar serviços sexuais ao empresário e a convidados em propriedades localizadas em Nova York, na Flórida, no Novo México e em uma ilha particular no Caribe. O governo americano declarou que mais de 250 meninas menores de idade teriam sido exploradas.

Epstein foi encontrado morto em uma cela em agosto de 2019. A autópsia concluiu que ele tirou a própria vida. Dias antes, havia assinado um testamento que destinava um patrimônio estimado em mais de 577 milhões de dólares. Após sua morte, as acusações criminais foram retiradas, mas autoridades indicaram que outras pessoas eventualmente envolvidas poderiam ser responsabilizadas. Advogados das vítimas também buscaram indenizações na Justiça. Com informações: g1




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