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Colheita da soja em MS atinge 6,2% da área e avança de forma desigual entre regiões

Levantamento da Aprosoja aponta lavouras majoritariamente em boas condições, mas clima irregular influencia ritmo dos trabalhos.
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Lavoura de soja em Mato Grosso do Sul durante período de desenvolvimento da safra (Foto: Reprodução/Aprosoja) Por: Editorial | 11/02/2026 15:00

A colheita da soja em Mato Grosso do Sul alcançou 6,2% da área acompanhada, conforme levantamento divulgado pela Associação dos Produtores de Soja e Milho (Aprosoja). Os dados foram obtidos por meio de consultas realizadas por técnicos junto a produtores, sindicatos rurais e empresas de assistência técnica das regiões norte, centro e sul do Estado.

O avanço ocorre de maneira desigual entre as regiões monitoradas. O Sul apresenta o ritmo mais acelerado das operações, enquanto o Centro registra desempenho intermediário. Já o Norte participa com menor percentual da área colhida até o momento, reflexo de um calendário mais tardio e das condições climáticas recentes.

Mesmo com a evolução registrada no início de fevereiro, o ritmo da colheita ainda está abaixo do observado na safra anterior. O atraso ocorrido em janeiro, provocado por excesso de umidade intercalado com períodos de estiagem, continua impactando o andamento dos trabalhos, especialmente em áreas mais afetadas pelas variações climáticas.

Segundo o levantamento técnico, 67,8% das lavouras avaliadas estão em boas condições, 20,9% são consideradas regulares e 11,2% classificadas como ruins. As regiões Norte e Oeste concentram os melhores índices, com percentual de áreas boas variando entre 78,7% e 86,9%. No Sul, há maior proporção de áreas regulares, o que contribui para um avanço mais cauteloso da colheita. Centro e Sudoeste apresentam equilíbrio entre áreas boas e regulares, enquanto o Sudeste mantém predominância de lavouras em boas condições, apesar de pontos isolados com restrição hídrica.

As condições climáticas seguem como fator determinante. Em dezembro de 2025, houve grande variação no volume de chuvas no Estado. Dos 50 pontos monitorados, 23 registraram índices abaixo da média histórica, 26 acima e um dentro da normalidade. O maior acumulado foi observado em Mundo Novo, com 439 milímetros, 144% acima da média.

O índice padronizado de precipitação indica redução da intensidade da seca em relação ao mês anterior, mas ainda aponta déficit hídrico na região do bolsão. No Centro-Sul, há registro de excedente de chuvas em curto prazo.

A previsão climática para o trimestre entre fevereiro e abril aponta chuvas irregulares e volumes abaixo da média histórica, além de temperaturas próximas ou levemente acima do normal, com tendência de maior calor no noroeste do Estado. O modelo indica ainda 86% de probabilidade de neutralidade do El Niño, cenário que mantém incertezas quanto ao ritmo da colheita nas próximas semanas. Com informações:Nova News




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